Narciso Castro Não mencionando problemas existentes em outros portos de recreio inactivados, mas sim, num que está ao serviço da população, dos navegadores e turistas: o Porto de Recreio da Calheta. Chegamos a um momento que temos de dizer "basta" ao que se passa e pedir para que sejam tomadas algumas atitudes preventivas por parte da tutela, caso contrário, deixará de haver visitantes e ainda mais grave, deixará de haver o "ganha-pão" principal deste porto de recreio, que são os donos das embarcações. Até à data, o elevador não funciona, não existem cartões de acesso aos balneários para quem tem embarcações, alguns pontões apresentam condições deficitárias de estabilidade, as portas de acesso aos pontões estão avariadas, os catrápios da muralha estão desalinhados e alguns submersos a meia-água podendo provocar estragos no casco das embarcações e ultimamente, a inexistência de pessoal de segurança à noite. Para chegar a este ponto, é de prever que haja dificuldades do foro financeiro. É compreensível, porque o Mundo inteiro está a enfrentar uma grave crise económica. Mas deixar que as instalações se degradem progressivamente e em contrapartida, não haver nenhuma reparação visível? Isto não tem justificação. Fazendo uma estimativa, em média, só por parte das embarcações, o porto de recreio deve receber pelo menos uns 50 000 euros mensais, por isso, existe margem para obras de beneficiação. Caso contrário, existe algo de estranho: 1- existem donos de embarcações que não pagam as suas mensalidades e aí a concessionária deve proceder à remoção dos mesmos dos lugares. Era mais compreensível não haver muito barcos no porto, do que saber que existem muitas embarcações e não haver dinheiro para reparações; 2- todos contribuem com as suas cotas mensais e o dinheiro é divergido para outras infraestruturas da SDPO. A questão não é colocar a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste em causa, mas sim, o de servir bem as pessoas e zelar pelo que é nosso. Estas anomalias antes de serem reportadas na Comunicação Social, já haviam sido feitas a quem de direito da Sociedade de Desenvolvimento.