Esta estratégia versa sobre a Cultura. Impulsioná-la, desburocratizá-la e inová-la, permitindo o dinamismo local e a apresentação das ideias de cada um dos artistas intervenientes. Cada concelho como espaço dinamizador de comunicação e integração dos populares, meio de conhecimento e reforço das suas vivências internas, transpostas do passado até ao presente, especificidades que devem ser respeitadas e podem ser apresentadas no exterior. Resistência de trazer até aos dias de hoje um passado de história e tradição cultural, um Património Nosso. Agora é mostrar o que somos e do que somos capazes. A Região tem uma riqueza inata: as pessoas. As características que se destacam são a sua irreverência nas áreas das artes: música, literatura, teatro, dança, moda, canto, artes plásticas, fotografia, cinema, etnografia. É necessário aproveitar este momento e passar à reflexão. O que queremos para os nossos jovens? Continuar a ter ideias e não poder colocá-las em prática? A irreverência não é ausência de respeito, mas uma nova forma de colocar as ideias. Como podemos apoiar os novos valores? Ensinar a pescar! Mostrar-lhes que aprender a fazer é o reforço para delinear a estratégia mais adequada. Como? Primeiro, aprender com o passado, continuar a dinamizar as artes através da escola e de outras actividades extracurriculares. Esta é uma experiência com 30 anos na nossa Região e que agora é modelo noutros cantos. Queremos ver uma população activa e consciente, espírito cívico e de facto envolvida com o dia a dia. Precisamos que Participem, e contribuam para o seu desenvolvimento. Basta de "não quero saber", "não sei", "isso é para os outros". A Madeira a nível de infra-estruturas culturais está bem apetrechada, há que, saber promovê-las junto das populações e redefinir a agenda cultural. Queremos público nos nossos eventos culturais, então vamos estabelecer calendário mais flexível.
João Pedro Vieira - Aluno da UMa