J. Edgar Marques Da Silva São "dois pecados", que geralmente andam juntos, sempre acompanhados da prima hipocrisia, temos assistido, nos últimos tempos, parece inclusive, prelúdio ou sinais, do fim ou de pelo menos grandes transformações, na gestão da saúde. Existem profissões e alguns profissionais de saúde, que julgam que existem para "serem servidos", e que todos os demais, reduzem a sua existência, ao servilismo doentio das suas vontades e desejos, e que "é cousa natura", tudo lhes ser entregue. Evidentemente, que falo na saúde, a mesma que em Portugal continua a insistir, num modelo, anacrónico do pós guerra, que o próprio ministério já reconheceu e documentou. Mas se tivermos de atribuir responsabilidades, apenas teremos de responder à questão: quem nas ultimas décadas, e desde sempre, mandou e desmandou na saúde em Portugal? Evidentemente, que comentadores que reagem a "quente"; agem primeiro e pensam depois, sugestionados; preocupam-se mais com a ofensa e o ataque pessoal, que verdadeiramente justificar e fundamentar, com nexo e lógica as posições que defendem, e sabemos que quem reage por sugestão, que grau de consciência, e capacidade para gerir e liderar detém. Acusam alguns de "frustração", com um sentimento de raiva tal, que de maneira natural, se lhes devolve, e pode sim atribuir, o adjectivo emocional, talvez por não terem atingido os objectivos almejados, ou porque "sentem o tapete escorregar", lentamente por debaixo dos seus pés. Tal se deve, na actualidade, à maior visibilidade da identidade de algumas profissões na saúde, que libertaram-se e simplesmente erradicaram dos seus manuais, o servilismo e a bajulação doentia, que inclusive os impedia de evoluir, e a uma crise, que obriga à dispensa de luxos e mordomias. Mas todos sabemos que errar é humano, mas, infelizmente, o que não é atributo de todos, é saber reconhecer e apreender com os seus erros, com uma humildade que o evidencia e destaca entre os seus pares; e a saúde em Portugal sofre e sofreu pelas escolhas e opções de liderança que fez, possivelmente também "vendida" a ideais políticos e corporativistas, facilmente identificáveis e só encobertos por, quem convém a manutenção da ignorância e do obscurantismo. Já meu avô dizia, que educação e humildade nasce desde o berço, que pode ser apurada com formação, mas não dispensa a autoridade dos pais, o que configura que uma licenciatura não equivale a sapiência total, nem pessoa educada. Aproveito para reconhecer que em alguns comentários no DN online, sou caustico, mas para também informar alguns "senhores doutores" que me sinto plenamente realizado como enfermeiro, como pessoa, e que defenderei sempre a identidade da profissão de enfermagem de ataques difamatórios venham eles de onde venham, sem medo nem receio, recomendo que façam o mesmo.