Miguel Dias Na obra de construção da ribeira de São Roque, acima da João Abel de Freitas, a Secretaria Regional do Equipamento Social, achou por bem, tapa-la e entregar a área coberta a privados. Nos dois casos existentes, um até é compreensível pois serve de parque de estacionamento da empresa Serlima, que como toda a gente sabe, emprega centenas de pessoas com ordenados de miséria, e condições contratuais degradantes. No segundo caso é mais flagrante, pois o privado em questão a quando da construção da sua moradia unifamiliar, apoderou-se indevidamente do leito da ribeira, construindo muralhas de suporte e alargando assim o seu quintal, isto com o conhecimento da Câmara Municipal do Funchal e da Secretaria acima referida, que fizeram deslocar ao local os seus fiscais. Eu como visionário que sou, pois vejo muita televisão e constato o que se passa por todo o mundo, onde não há local que não tenha inundações, apresentei reclamação muito antes do 20 de Fevereiro antecipando o que poderia vir a acontecer e a verdade é que aconteceu. Embora a televisão já seja velhinha e a imagem já não seja muito boa, continuo a ver quase as mesmas imagens todos os dias, ou seja, inundações um pouco por todo o lado, assim sendo e agora com a ribeira tapada não será necessário marcar consulta no Mamadu para perceber o desfecho. Resta saber qual é efectivamente o encaixe financeiro que a referida secretaria está a obter com a exploração destas áreas. Que deus nos ajude a todos e afaste o alzheimer das nossas cabeças.