João Freitas Em dois dias consecutivos, da semana passada, dois acidentes graves ocorreram na via rápida, devido às viaturas que circulavam em contramão. Num dos acidentes houve uma vítima mortal imediata e no outro uma vítima ferida com gravidade.
Já aconteceu, noutros momentos, terem sido detectados, uma ou outra viatura em contramão na via rápida e que, felizmente, não ocorreu acidente. A confiança na roleta da "sorte" nem sempre nos é favorável na vida, pelo que, a decisão mais correcta seria a introdução de mecanismos de segurança que permitam aos condutores na via rápida não virem a ser confrontados com situações como as referidas.
No entanto, pode ser argumentado que essas situações serão casuais, sem ligação, etc. (…) O que importa é que a segurança fica comprometida pela não existência de mecanismos que impossibilitem a quem conduza em contramão de entrar na via rápida, independentemente dos motivos.
Esse mecanismo, que existe noutros países nas vias rápidas e auto-estradas, seriam a instalação em todos os acessos da via rápida, no chão, de barreiras de pinos que não permitiriam às viaturas que circulassem em contramão continuar a marcha.
Este mecanismo, certamente, terá custos. Contudo, esperar que o número de vítimas resultantes destes acidentes em contramão, venham a ter significância estatística, ou seja, de que o número de vítimas resultantes, com gravidade e mortais, venham a ser tais que justifiquem a instalação de tal mecanismo, não parece ser a mais adequada, ainda que saibamos que os orçamentos estão cada vez mais limitados, nestes tempos…
Quando falamos no domínio da segurança, creio que, determinados raciocínios e considerações, sobretudo quando ditos por entidades com responsabilidade na área, e até em nome da própria segurança, não seria expectável de as ouvir ou ler…(…)
Einstein um dia disse: "Tudo mudou excepto o nosso modo de pensar"…