José Luís Reis Como em todas as sociedades, até mesmo as ditas mais modernas, somos confrontados com pseudo-intelectuais e todos aqueles que, à sombra da sua mais do que notória ignorância, julgam-se dignos exemplos para todos. Indivíduos durante largo tempo esquecidos mas que, por ironia do destino e sem que para tal tivessem contribuído, hoje ocupam lugares com certo destaque na sociedade. Todavia, continuam ressabiados e rancorosos. Nalguns casos poder-se-ia atribuir também, ao «berço» que não tiveram. Porque não existe o ser humano perfeito, disso sou exemplo, deveriam essas insignificantes criaturas olharem para si antes de criticarem e até mesmo achincalharem, aqueles que têm a triste sina de com elas conviverem ou, por força das circunstâncias, a elas se submeterem. Nunca, em quaisquer circunstâncias, ouvi esses «sublimes seres» admitirem que tenham errado. Instalados no seu imaginário pedestal, convencidos da sua invulnerabilidade, essa hipótese é inquestionável. Por se julgarem donos da razão, os demais são seres inferiores e vistos com relutância; como tal deverão, segundo esses pobres de espírito, vergar-se à sua arrogância e prepotência. Quando tanto se fala em globalização, essas pobres criaturas que, a meu ver, são um erro do Criador, não teriam espaço na nossa sociedade. Todo esse recalcamento é fruto duma adolescência frustrada ou, até mesmo nalguns casos, duma vida conjugal falhada ou mal vivida. Se ficou incomodado/a, os meus objectivos foram atingidos. Era precisamente a você que me referia!