CN Na página 7 da vossa edição de 25 de Maio do corrente ano, e sob o título Governo escolhe 'novata' para coordenar os dentistas , encontrei a razão para uma reflexão sobre a maneira de estar na vida. Com efeito, os nossos governantes podem encontrar todas as qualidades que quizerem nos coordenadores nomeados para um serviço público, mas o que não podem é atirar areia à cara desse público que através de descontos para a Segurança Social, Impostos e votos lhes paga as suas remunerações. E é na verdade o que vem acontecendo há já alguns anos com algumas decisões arbitrárias como a que hoje conhecemos. Impõe-se um mínimo de respeito pelo público, que levaria os decisores a nortear as nomeações por um saudável equilibrio, com análises do tipo :Será que entre todos os possiveis profissionais habilitados para o exercício da função cuja vaga se abre, esta senhora é a única em condições de se candidatar ?Ou ainda:Será que se a senhora não fora namorada do familiar estaria nas condições em que hoje se encontra, de presumivel vencedora de um concurso que se não realizou?São raciocinios destes que fundamentam uma decisão em prol de um serviço para o público, e não um puro exercício de desprezo por ele.Infelizmente na nossa terra, e sob um manto protector e invisivel, têm proliferado situações desta gravidade, que nos devem ponderar sobre o respeito devido aos cidadãos.