Perante dramas nacionais com décadas, alguns sem cura, para os quais foi anunciada nova terapia de choque a 29 de Setembro, os amuos e devaneios locais não passam de insignificâncias, mesmo com destaque na capa de jornais sem assunto. Fixemo-nos então no enésimo plano de austeridade sem excepções geográficas, apesar de, na tresloucada tentativa de desviar atenções, os socialistas locais trocarem a constestação frontal do PS que governa o País falido pela demagogia inconsequente, as soluções responsáveis para enfrentar o inevitável "aperto" pelo jogo que não interessa aos cidadãos. As medidas decretadas por Sócrates e Santos revelam que ambos não aprenderam nada com os princípios mais básicos das economias familiares do povo modesto que lhes deu o voto, outrora de confiança. Ao ignorarem que "quem não tem dinheiro não tem vícios", são bem piores do que os aprendizes das manobras domésticas que instingam à violência. Ferem a dignidade de quem trabalha. Matam aspirações. Criam instabilidade. E ironia das ironias, para além de subtraírem o pouco que cada um ganha, conseguem contribuir para a multiplicação da miséria e do desemprego, mas também do desperdício, das fraudes e, esperemos, dos protestos. Os políticos que se colocam em bicos de pés para depressa tirarem dividendos da manifesta perda de credibilidade do governo mais não fazem do que perpetuar o logro democrático, em que a palavra perdeu a honra e o compromisso se esgota no voto conquistado. Cresce a consciência que sem decisões fracturantes quem vier a seguir será engolido na tormenta que ajudou a criar. Andamos nesta aventura há tempo demais. Não há dia sem queixas que nos foram ao bolso, fatalidade que nem os ambiciosos resolvem. GUIDA VIEIRA, SINDICALISTA Conseguiu ter no lançamento do seu livro gente de diversos quadrantes políticos. Um sinal da grandeza de quem luta por causas! JACINTO SERRÃO, PRESIDENTE DO PS-M O PS deve definir de uma vez por todas se quer ser levado a sério e ter marca própria para além de 2011. Brincar com a crise é de mau gosto. ALBERTO JOÃO JARDIM, PRESIDENTE DO GOVERNO Lá se foram mais 10 mil euros do erário em viagens e estadias. Vai explicar o interesse público da ida a um casamento a Abrantes? ALMADA CARDOSO, PRESIDENTE DO SESARAM Os utentes reclamam do Hospital, os profissionais de saúde confirmam e o jornalista é "palhaço"?
Ricardo Miguel Oliveira, Director