O Governo dos Estados Unidos incluiu hoje todo o setor da aviação
do Irão na sua lista negra e ameaçou sancionar qualquer organização que
trabalhe com companhias aéreas iranianas.

"Todas as companhias aéreas iranianas" se encontram
agora sob sanções económicas, anunciou em comunicado o Departamento do Tesouro
norte-americano, que gere o lado económico da guerra de Washington contra
Teerão.

As principais companhias aéreas iranianas, Mahan Air e Iran Air,
já eram alvo de sanções. Agora, juntam-se-lhes 27 transportadoras que operam à
escala local ou regional.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusa as autoridades
iranianas de "se servirem do setor da aviação (...) para transportar
armas, pessoal e mercadorias ilegais".

O executivo norte-americano decidiu igualmente suspender as
isenções relacionadas com o transporte aéreo, como a que permitia a empresas
não-norte-americanas operar aeronaves de fabrico norte-americano no Irão.

No pacote de sanções hoje adotadas, figuram duas empresas, uma dos
Emirados Árabes Unidos e outra turca, acusadas de agirem como
"intermediárias" para permitir à Mahan Air receber três Boeing 777
"no verão de 2026".

"Tínhamos prometido retaliações severas contra aqueles que
fornecem apoio financeiro ao regime iraniano", declarou Scott Bessent,
citado no comunicado.

"Estamos a cumprir essa promessa ao impor sanções às empresas
que continuam a apoiar a Mahan Air. Que isto sirva de aviso a todos quantos
fazem negócios com outras companhias aéreas iranianas, todas agora sancionadas:
correm o risco de serem excluídos do sistema financeiro global",
sublinhou.

As sanções dos Estados Unidos funcionam como embargos, proibindo
as empresas e os cidadãos norte-americanos de realizarem transações com as
organizações visadas.