O líder parlamentar do PSD considerou que a moção de censura do
Chega, após hoje ser votada no Parlamento, representará uma moção de confiança
ao Governo e acusou o secretário-geral socialista de mentir sobre impostos aos
combustíveis.
"André Ventura marcou o debate desta moção de censura que se
transforma no final do dia numa moção de confiança ao Governo", sustentou
Hugo Soares, dirigindo-se ao presidente do Chega.
Na sua intervenção, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD
procurou caracterizar André Ventura da seguinte forma:
"Fazendo minhas as palavras de um dito do povo, quem desconfia
não é de confiar nunca. Provavelmente para o senhor deputado André Ventura não
é confiável, porque desconfia sempre dos outros", rematou.
Hugo Soares referiu-se também a um alegado silêncio de André
Ventura a propósito do caso do assalto ao gabinete do presidente do Chega na
Assembleia da República.
"Essa circunstância tem uma enorme gravidade, mas nunca ouço
André Ventura falar da gravidade que foi de um assalto ao seu gabinete num
órgão de soberania. O senhor deputado não fala nunca dessa circunstância e,
isso sim, deixa-me curioso", referiu.
Em relação ao líder socialista, que antes tinha interpelado o
primeiro-ministro, o líder parlamentar social-democrata disse que estranhou a
reação dele, sobretudo, quando o primeiro-ministro anunciou que vai fazer "a
quinta descida dos impostos sobre as pessoas e anunciou o pagamento de um bónus
extraordinário aos pensionistas".
Em vez de dar os parabéns ao Governo, segundo Hugo Soares, o
secretário-geral do PS preferiu "faltar à verdade aos portugueses".
"A verdade é que hoje já não veio dizer que o Governo
aumentou impostos e que aumentou o ISP, porque sabe que é mentira. Mas não
deixou de o fazer este fim de semana", disse, antes de deixar um desafio a
José Luís Carneiro, que se deslocou recentemente à Galiza.
"Por que razão o senhor deputado José Luís Carneiro não foi a
Ceuta defender a política de imigração de Pedro Sánchez [primeiro-ministro de
Espanha]? José Luís Carneiro é o pai da extinção do SEF (Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras) em Portugal e da imigração desregulada. Ficava-lhe
bem ter ido à Ceuta, não era a Tui", acrescentou.
