O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, decretou hoje dois
dias de luto municipal, na terça e na quarta-feira, pela morte do ex-presidente
desta autarquia Nuno Cardoso, de acordo com um despacho a que a Lusa teve
acesso.

"Como expressão de uma justa homenagem, entendi decretar dois
dias de Luto Municipal, nos dias 08 e 09 de setembro de 2026, e manifestar
profundo pesar e grande tristeza pelo falecimento do Engenheiro Nuno Cardoso,
dirigindo a todos a nossa solidariedade", pode ler-se no documento
assinado por Pedro Duarte.

No mesmo despacho, o autarca explica que, "por
impossibilidade de reunir extraordinariamente a câmara municipal", o
despacho foi assinado hoje e será submetido a ratificação na terça-feira, dia
em que o executivo municipal se reúne.

Pedro Duarte recordou o percurso de Nuno Cardoso, relembrando como
a cidade do Porto viveu, durante o seu mandato, "um período de profunda
transformação", como o desenvolvimento das obras do Metro, a Porto 2001 -
Capital Europeia da Cultura, "num ciclo marcado por importantes
intervenções urbanas e infraestruturais".

Nuno Cardoso morreu hoje de madrugada no Hospital de Santo
António, no Porto, confirmou hoje à Lusa fonte próxima do ex-autarca, que
liderou a cidade entre 1999 e 2002.

Engenheiro de profissão, Nuno Cardoso chegou a presidente de
câmara ao substituir Fernando Gomes, que tinha sido eleito pelo PS e saiu para
o Governo, e encabeçou várias pastas determinantes para a cidade, incluindo a
Porto 2001 -- Capital Europeia da Cultura e a Metro do Porto.

Nuno Cardoso, nascido no Peso da Régua, no distrito de Vila Real,
foi também professor universitário na Faculdade de Engenharia da Universidade
do Porto (FEUP) e presidente da Águas do Douro e Paiva.

Em 2025 foi candidato, de novo, à presidência do município,
conseguindo 2.190 votos, tendo tentado também em 2013.