Na tradicional Festa dos Romeiros, no Chão dos Louros, evento que marca todos os anos o arranque do novo ano político dos centristas, o CDS-PP Madeira defendeu esta segunda-feira um aumento do salário mínimo para 1.050 euros no próximo
ano, bem como o crescimento dos salários médios acima da taxa de inflação. As propostas foram apresentadas pelo líder do partido, José Manuel Rodrigues, que esteve, como seria de esperar, no centro das atenções políticas.

"A valorização dos salários quer no privado quer na função
pública, com reclassificação remuneratória dos técnicos superiores é essencial
para fazer reflectir na vida das pessoas o crescimento económico que a Região
tem vindo a registar há mais de 5 anos", refere o líder centrista, citado em nota à imprensa.
José Manuel Rodrigues reconheceu, no entanto, que os avanços já registados não têm
sido suficientes para todos: "Apesar da subida dos ordenados, ocorrida nos
últimos anos e da descida dos impostos sobre o trabalho, a verdade é que o
aumento de preços, particularmente na área dos serviços e da restauração, a
crise energética mundial e a subida das taxas de juro, tem afetado o poder de
compra e o nível de vida de alguns segmentos da nossa população".
Ora, o CDS
reafirma que o crescimento económico "impõe uma justa distribuição da
riqueza criada e a melhoria da qualidade de vida das famílias, nomeadamente com
o reforço da classe média, pilar fundamental da coesão da nossa
sociedade".
Segundo o também governante com a pasta da Economia, o partido "deseja política públicas, a vários níveis, a começar
pela valorização dos ordenados, que devolvam poder de compra à classe média e
contribuam para o reforço do seu papel no equilíbrio e harmonia da nossa
comunidade".
Já para
o próximo ano, o CDS defende a redução de 30% em todos os escalões do IRS, à
semelhança do que já aconteceu este ano, e a descida do IRC em linha com o que
deverá ocorrer no Orçamento do Estado para 2027. O partido quer ainda a
manutenção da redução de um terço na taxa do IVA sobre os bens essenciais e
assume o compromisso de reduzir as taxas intermédia e geral deste imposto, logo
que se alcance o princípio da capitação simples na nova Lei de Finanças das
Regiões Autónomas.
Os
centristas pretendem também a continuidade dos apoios governamentais às empresas
mais afectadas pelo preço dos combustíveis, de forma a evitar que os custos da
crise energética se reflictam nos preços finais pagos pelo consumidor.
Para
o CDS-Madeira, "só uma maior valorização dos salários, uma redução fiscal,
o controlo da inflação e uma correta aplicação das prestações sociais, poderão
contribuir para uma justa distribuição da riqueza criada na Madeira e no Porto
Santo".

O
partido defende ainda um reforço das verbas do Orçamento Regional destinadas à
construção de habitação para venda e arrendamento acessível, bem como uma
aposta na disponibilização de terrenos e em apoios a cooperativas e famílias
que pretendam construir a sua própria casa.
O CDS
considera também prioritário o reforço do investimento público na rede social
de apoio aos mais idosos, com novos lares e residências assistidas, e apoios às
famílias que acolhem os seus familiares mais velhos.
No
plano da demografia, o partido defende que o fomento da natalidade deve ser uma
aposta decisiva e prioritária do Governo Regional.
Finalmente, o líder do CDS deixou uma
palavra de agradecimento aos emigrantes que "prolongam e orgulham a
Madeira pelo Mundo". Dirigiu ainda um abraço solidário à
comunidade madeirense na Venezuela, apelando aos que residem na ilha para que
"continuem solidários, com os nossos conterrâneos que sofrem e precisam de
ajuda naquele país-irmão".

