A proposta para o próximo Quadro Financeiro Plurianual tende a aproximar a gestão dos fundos dos Estados e a afastá-la das regiões e dos municípios. O risco agrava-se e, se não houver capítulos regionais, responsabilidades de gestão descentralizadas e um verdadeiro princípio de parceria, a proximidade pode ficar dependente da boa vontade dos governos nacionais.

Uma opção que representa um retrocesso civilizacional e que exige uma postura reivindicativa. Afinal, este ainda é o tempo em que importa perceber se os fundos europeus vão chegar a quem mais precisa ou apenas a quem tem mais capacidade para os pedir; se irão aumentar ou diminuir as desigualdades dentro da Madeira; e se conseguirão realmente transformar dinheiro europeu em desenvolvimento local.

O novo capítulo do acesso dos municípios a fundos europeus motivou um debate plural promovido pelo eurodeputado madeirense Sérgio Gonçalves. Mas pode dar um filme, com um argumento que, para já, é sobretudo dramático.