O Juntos Pelo Povo (JPP) está a preparar a Agenda-Madeira-Autonomia
2027-2047, um plano de desenvolvimento para as duas décadas, a envolver quadros
do partido e individualidade da sociedade. O anúncio foi feito há instantes, na
Festa do Povo, que se está a realizar no Pavilhão do Marítimo.
Élvio Sousa, na sua intervenção, considerou que “só um
partido reformista, nascido na Madeira, sem amarras a Lisboa e livre de
monopólios, poderá mudar o estado atual das famílias, de quem trabalha, dos
jovens e das pequenas empresas”.
Nas pretensões do partido está a proposta de revisão da Constituição,
do sistema inovador para a agricultura e sílvio-pastorícia, e do regime fiscal
próprio.
O secretário-geral do JPP considerou que esta “não é apenas
uma festa”. “É o encontro das nossas gentes, dos militantes e simpatizantes de
todos os concelhos da Região, de famílias, emigrantes, trabalhadores,
empresários, jovens, agricultores e pastores, enfermeiros e médicos,
professores e educadores, funcionários públicos e profissionais liberais”,
disse.
Na sua intervenção, Élvio Sousa dirigiu críticas ao Governo
Regional. “Já não podemos ter esperança de que o PSD e o CDS possam mudar o
elevado custo de vida, baixar os impostos e o IVA (que encarece o preço dos
bens e dos serviços); reduzir as listas de espera na saúde, baixar a inflação,
resolver o problema da habitação na Madeira. Eles estão mais interessados no
golfe, nas viagens, nas marinas para mega-iates, nas vaidades, em garantir
emprego à sua família e em agradar os donos dos monopólios”, afirmou,
acrescentando que “com eles não vamos a lado nenhum! Estão os madeirenses, as
famílias e as empresas, e trabalhar para eles gastarem!”
Para mudar o estado actual das coisas, só com partido
reformista e nascido na Madeira, como o JPP, que agrega jovens, técnicos e
muitos bons quadros, que chegam felizmente todos os meses.
Aliás, acrescentou que é preciso “um partido da Madeira que
não tenha medo de Lisboa, que se concentre nos reais problemas da Região, em
reduzir o custo de vida, baixar o IVA, melhorar os salários, trazer um ferry de
passageiros e mercadorias (que não limite a carga a 40 unidades); aumente a
oferta pública de habitação, melhore os serviços de saúde e dê oportunidade aos
jovens”.
Nesta sua intervenção, não poderia faltar o apelo à
mobilização, pedindo a “força e confiança” dos madeirenses para “alterar o actual
estado da Região e reduzir significativamente o custo de vida”. O partido
considera que o “plano do PSD é o de transformar a Madeira num destino ‘resort’
para turistas”. É nesse sentido que pretende garantir um futuro melhor para os
vossos filhos, com menos impostos para quem trabalha e as empresas, mais
concorrência com o Ferry, com novas cadeias de supermercados e com a redução do
preço dos combustíveis e gás”.
Por outro lado, no que respeita à autonomia, quer que a mesma
seja devolvida aos madeirenses. Neste ponto, lembrou dossiers importantes que
se encontram por resolver como a mobilidade aérea, as dívidas dos subsistemas
de saúde, o chumbo à proposta do ferry, e o segundo meio aéreo.
“Nós vamos avançar com uma nova era, com uma agenda de
seriedade e de confiança. Além da proposta de revisão da constituição, do
sistema inovador para a agricultura e sílvio-pastorícia, e do regime fiscal
próprio, estamos, agora, a iniciar a criação da Agenda-Madeira-Autonomia
2027-2047, que se traduz num plano de desenvolvimento para as duas décadas, a
envolver quadros do partido e individualidade da sociedade”, terminou.

