As autoridades francesas vão implementar uma "medida de
segurança excepcional" para a visita do papa Leão XIV no final de setembro, com "15 mil membros das forças de segurança" mobilizados no
auge do evento, adiantou hoje o governo francês.
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, especificou numa
entrevista publicada hoje à noite no 'site' do jornal católico La Croix que
"aproximadamente 14 mil membros das forças de segurança serão mobilizados
em Paris, mas mil estarão em Lourdes (no sudoeste do país) para preparar a
chegada do papa", que visita França entre 25 e 28 de Setembro.
Durante as suas viagens no papamóvel, o pontífice estará rodeado
por uma "bolha de proteção de polícias apeados", cuja "missão
será detetar qualquer movimento anormal da multidão".
Laurent Nuñez enfatizou a natureza singular desta viagem, que
inclui "eventos ao ar livre com grandes aglomerações".
Na quinta-feira, 24 de Setembro, são esperadas 80 mil pessoas no
Stade de France, nos arredores de Paris, para uma vigília, e 500 mil no dia
seguinte na zona da Praça da Concórdia-Campos Elísios, onde será celebrada a
missa.
São esperadas "150 mil pessoas" "no santuário de
Lourdes e várias dezenas de milhares nos arredores da Catedral de Metz",
no leste do país, acrescentou Laurent Nuñez.
O ministro sublinhou ainda que os serviços de informação "não
identificaram, neste momento, qualquer ameaça terrorista específica contra a
visita do Papa".
"Também não detetaram quaisquer ameaças de subversão violenta
por parte de movimentos de extrema-esquerda ou de extrema-direita",
acrescentou.
Nuñez indicou também que as autoridades francesas não identificaram
"quaisquer ações planeadas por parte de indivíduos que possam querer usar
esta visita para protestar contra qualquer posição específica assumida pelo
papa ou pela Igreja Católica."
