“Proteger quem cuida é, por isso, proteger quem precisa
de cuidados.” A afirmação foi feita esta manhã por Micaela Freitas, na sessão
de abertura do 1.º Encontro ‘Segurança e Saúde’, promovido pelo Comando
Regional da PSP em colaboração com o SESARAM.

A secretária regional da Saúde e Protecção Civil defendeu
uma articulação permanente entre a Saúde e a PSP, assente na prevenção,
proximidade, procedimentos claros e resposta rápida.

“A intervenção não pode, não deve, começar apenas depois
da agressão”, afirmou, defendendo a identificação de riscos e a preparação das
unidades de saúde para situações de conflito.

Micaela Freitas apontou cinco princípios para a segurança
na Saúde: “prevenir, formar, proteger, agir e acompanhar”.

À margem da conferência, a governante considerou
importante a formação promovida pela PSP para que os profissionais saibam
identificar situações de violência e evitar a sua escalada.

“Felizmente, não são muito comuns, mas ocorrem”, afirmou,
acrescentando não dispor dos números da Região. Revelou, contudo, que este ano
já ocorreu uma situação de violência no Hospital João de Almada, “que foi
prontamente resolvida”.

A formação, acrescentou, permite também que os
profissionais se sintam mais seguros e prestem melhores cuidados.

Questionada sobre as recentes “entregas de
responsabilidades” por profissionais de saúde, Micaela Freitas reconheceu que a
carência de trabalhadores em algumas áreas está identificada e que decorrem
processos de concurso.

“Se nós queríamos que fosse amanhã a resolução do
problema, queríamos, mas há regras e nós temos de cumpri-las”, afirmou.

Sobre as situações recentes, esclareceu que dizem
respeito à área da farmácia e não abrangem todos os técnicos superiores de
diagnóstico e terapêutica.

Questionada se a falta de profissionais é a principal
causa dos problemas, respondeu: “Sim, é sim.”

A governante acrescentou que as altas clínicas também
influenciam as necessidades de pessoal e garantiu: “Desde Janeiro de 2026 não
há nenhum profissional que saia que não esteja a ser substituído.”

Admitiu, contudo, que a substituição não ocorre no dia
seguinte devido aos procedimentos administrativos, embora seja “muito mais
rápida do que um procedimento normal”.

Micaela Freitas garantiu ainda que o objectivo é evitar a
redução do efectivo e reforçar profissionais em algumas áreas.