P. Andrade, o jovem de 24 anos que esfaqueou dois homens, um
deles polícia, no decorrer no decorrer da festa de São Pedro (Ribeira Brava),
foi condenado, esta manhã, no tribunal do Funchal (Edifício 2000), a 6 anos de prisão, pela prática dos crimes de
tentativa de homicídio e ofensa à integridade física.

Na origem deste processo esteve um incidente ocorrido na madrugada
de 29 de Junho de 2025, no areal da Ribeira Brava, onde decorria o arraial de
São Pedro. Em estado de embriaguez e sem haver motivo aparente, até porque não
se relacionava com as vítimas, P. Andrade terá puxado de uma arma branca e
desferido facadas em dois homens. Um deles era um agente da PSP madeirense, de
25 anos, que se encontrava colocado numa esquadra de Lisboa e que estava de
férias na terra natal.

O julgamento, com um colectivo presidido pelo juiz Alexandre
Azadinho, teve início a 9 de Setembro. A primeira audiência ficou marcada pela ‘amnésia’
dos principais intervenientes no incidente. Como estavam todos alcoolizados,
pouco se recordavam do episódio.

Nessa mesma sessão, o arguido apresentou-se como alguém “que
não gosta de ir à procura de confusão, muito pelo contrário”. Todavia, a juíza
Carla Meneses lembrou-lhe que já tinha cadastro por um crime idêntico. A 9 de
Setembro de 2021, o arguido tentou matar o irmão à facada no Campanário. Nessa
altura, tinha na sua posse uma espingarda, que lhe foi apreendida. E, tal como
agora, esteve em prisão preventiva até ao julgamento e acabou condenado a cinco
anos de prisão, pela prática dos crimes de tentativa de homicídio e posse de
arma proibida. No entanto, o tribunal entendeu que o jovem merecia uma segunda
oportunidade e suspendeu-lhe a pena de prisão, ordenando a sua libertação
imediata. A pena foi suspensa na condição do arguido se sujeitar a tratamento
contra a toxicodependência.