Os preços dos voos de e para Lisboa e Porto disparam para
valores nunca vistos.

O DIÁRIO revela hoje que há ligações ‘one way’ entre o
continente e a Madeira acima dos 800
euros e que vários voos já estão
esgotados para os dias da greve da easyJet, entre 2 e 6 de Outubro, com a TAP e Ryanair a acompanharem
subida.

Em declarações esta manhã à TSF, secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura considera que o
fim do tecto máximo regulador cria uma situação lamentável.

É lamentável que assim seja, por mais artigos que se escrevam, por mais publicações que se façam, por mais teorias que se desenvolvem, a realidade é esta. As passagens nunca estiveram tão caras como agora, e a ausência do tecto está a provocar exactamente o mesmo fenómeno que provocou nos Açores durante tantos anos, quando não havia esse mesmo tecto. E por isso é tempo de quem provocou tudo isto ter a humildade de reconhecer o erro e de promover a sua correcção.
— Eduardo Jesus

Eduardo Jesus identifica dois culpados pelo fim do tecto máximo e pelo "prejuízo" colectivo, exortando a uma correcção.

O que se está a verificar hoje em dia foi exactamente aquilo que o Governo Regional sempre quis evitar e debateu-se durante muito tempo relativamente à questão do tecto, exactamente por isto. Todos nós sabemos que sem o tecto assumido nas passagens, a tendência seria de uma escalada de preços. Aliás, tínhamos essa realidade nos Açores e só não compreende quem não quer compreender. E é esta evidência da irresponsabilidade, da impreparação e da inoportunidade dos dois deputados que fizeram esta alteração, e é bom que se associe todo este problema ao nome de Carlos Pereira e de Francisco Gomes. Foram estes dois deputados que nos criaram este grande problema, são eles os responsáveis pelos preços que hoje se praticam nas viagens entre a Madeira e Portugal Continental. E por isso é hora de reconhecerem o seu erro, é hora de promoverem uma correcção que nos permita voltar à situação em que estávamos anteriormente. Porque foi o poder dessa coligação entre o Partido Socialista e o Chega que provocou todo este prejuízo aos madeirense e aos porto-santenses.
— Eduardo Jesus

Os preços das viagens continuam na ordem do dia graças ao novo mecanismo de continuidade
territorial. É certo que os 79 euros estão na lei, mas os quase 900 euros pior trajecto estão
no bilhete.