Na sombra das árvores da Vereda do Passinho, à entrada do
caminho para o Centro de Vulcanismo da Madeira, há um posto de vigilância que
não consta de nenhum mapa turístico. Não tem farda, bilheteira ou horário. Tem
dois Joões. “Estamos aqui todos os dias. Somos os vigilantes das grutas”,
apresentam-se João Teixeira e João Rodrigues, homens da terra, reformados e
testemunhas de um tempo em que aquelas grutas enchiam São Vicente de turistas.
Hoje, vigiam sobretudo uma porta fechada.

A Câmara Municipal de São Vicente pediu estudos de avaliação
das condições de segurança da ponte pedonal de acesso ao Centro de Vulcanismo
da Madeira e está a elaborar um plano de emergência para as grutas, encerradas
há seis anos desde que foram detectadas fissuras no interior da estrutura
vulcânica. O autarca reconhece que aquele património tem um elevado interesse
turístico e impacto na economia local, mas admite reabrir o espaço apenas
quando estiverem salvaguardadas todas as condições de segurança.
Estes são trechos da reportagem que pode ler na íntegra na edição impressa do DIÁRIO, com fotos de Hélder Santos/ASPRESS.
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