O deputado do PSD-Madeira Pedro Coelho acusou, esta quinta-feira, na Assembleia da República, o PS de estar "cada vez mais igual ao Chega na forma de fazer política", apontando como exemplo as propostas de redução do IVA dos combustíveis e de aplicação de IVA zero ao cabaz alimentar.
Pedro Coelho que, num pedido
de esclarecimento que fez ao deputado João Torres (PS), fez questão de
sublinhar "que governar não é entrar num leilão" e que o Governo está a agir,
há muito e a imprimir políticas para fazer face ao aumento do custo de vida,
derivado da conjuntura internacional.
Aliás, frisou o social-democrata, "o Governo da AD, desde Março, reduziu o ISP, anulando o
aumento da receita de IVA provocado pela subida do preço dos combustíveis e
nada ganhou", acrescentando que as descidas nas taxas de ISP, cujos descontos
representam, hoje, 25 cêntimos por litro, representam, segundo o Conselho das
Finanças Públicas, uma estimativa de redução de 1,3 mil milhões de euros até ao
final do ano.
O deputado que, na sua
intervenção, referiu que não é apenas nos combustíveis que o Governo da AD está
a intervir e lembrou alguns exemplos, nomeadamente a quinta redução do IRS, que
beneficiará mais de 2,9 milhões de agregados familiares, o suplemento extraordinário,
a ser atribuído em dezembro a mais de dois milhões de pensionistas e as
medidas, já no terreno, dirigidas aos jovens e à habitação.
"Governar exige
responsabilidade e, aliás, fazendo contas à demagogia do PS e Chega, só a
redução do IVA dos combustíveis custaria cerca de 1,2 mil milhões de euros/ano
e o IVA zero mais 800 milhões, sem garantia efectiva de redução de preços, ou
seja, 2 mil milhões de euros", vincou, questionando o PS sobre quais as
despesas que teriam de ser cortadas, quais as garantias de que a receita
efectivamente iria aumentar e que medidas deixariam de ser financiadas seguindo
estas opções.
Por fim, e perante o
silêncio do deputado socialista, Pedro Coelho concluiu que o PS parece estar
já a pensar nas próximas eleições, enquanto que o Governo está a pensar no
futuro das próximas gerações e lembrou o preço da irresponsabilidade orçamental
do PS.
"Em 2011, José Sócrates,
levou Portugal a pedir assistência financeira internacional. Seguiram-se anos
de ajustamento, com cortes nos salários, pensões e subsídios. A
irresponsabilidade do PS e Chega é tanta que não queremos regressar a esse
tempo", alertou.

