O segundo helicóptero para combate a incêndios chega amanhã à Madeira, quase três meses depois do previsto. O contrato foi assinado na semana passada entre a Força Aérea e a Helibravo, a mesma empresa que já garante a operação do meio aéreo pago pela Região.
O reforço dos meios aéreos da Região chegou a ser
apontado para o início de Junho, mas o contrato entretanto celebrado pela Força
Aérea determina um período de operação entre 1 de Outubro e 30 de Novembro de
2026, embora o mesmo deva ficar operacional já na próxima segunda-feira.
O documento, assinado a 18 de
Setembro, resulta de um ajuste directo e prevê a disponibilização e locação de um
helicóptero ligeiro, que ficará estacionado no Centro de Meios Aéreos
do Serviço Regional de Protecção Civil, na Cancela, estrutura que sofreu, no
ano passado, ajustamentos no valor de quase 200 mil euros, precisamente para
ter capacidade para albergar dois aparelhos. O Aeroporto Internacional da
Madeira está definido como localização alternativa.
Na prática, o reforço chega já
depois dos meses de Verão, período tradicionalmente mais crítico em matéria de
risco de incêndio, e ficará contratado por um máximo de 61 dias, de 1 de
Outubro a 30 de Novembro. O contrato determina que o helicóptero deverá estar
previamente recepcionado e posicionado no respectivo centro de meios aéreos
para que possa iniciar a operação.
A contratação representa um
encargo máximo de 407.799,82 euros, acrescido de IVA. O documento esclarece que
desse valor, 210 mil euros correspondem à disponibilidade operacional do
aparelho durante os 61 dias e 197,8 mil euros destinam-se a um máximo de 172
horas de voo, traduzindo-se em 1.150 euros por hora.
O helicóptero terá de permanecer
disponível sete dias por semana durante todo o dia operacional (entre o nascer
e o pôr do sol), com aeronave e tripulação prontas para responder às missões
determinadas pela Protecção Civil. Entre as operações previstas estão o
bombardeamento com água, voos de observação e coordenação aérea, transporte de
brigadas e respectivos equipamentos e transporte de pessoal operacional. Este aeronave
não está preparada para o resgate, como acontece com a que está agora em operação
na Madeira.
Ainda de acordo com os requisitos técnicos do contrato, o
aparelho terá capacidade para transportar cinco passageiros e utilizará no
combate aos incêndios um balde suspenso com capacidade para 750 litros de água.
O meio deverá ainda conseguir efectuar largadas de água a uma altitude de 6.000
pés, mantendo uma autonomia mínima de uma hora nessas condições.
A chegada deste segundo meio aéreo concretiza assim o
reforço há vários meses aguardado na Madeira, embora num calendário
substancialmente diferente daquele inicialmente avançado, já que em vez do início de
Junho, o contrato remete a entrada em operação para 1 de Outubro, ficando até ao final da vigência do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano.

