O Governo
Regional renovou e reforçou em 10% o apoio financeiro ao ISOPlexis – Centro em Agricultura Sustentável e Tecnologia Alimentar, atribuindo 55 mil euros através
de um novo contrato-programa destinado a assegurar a actividade do centro de
investigação, nomeadamente do Banco de Germoplasma.
Na assinatura
do protocolo, que teve lugar esta manhã no Campus da Penteada, o secretário
regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, sublinhou que o acordo
representa mais do que o financiamento. “Para nós é muito mais do que um
protocolo financeiro”, afirmou, destacando a possibilidade de o ISOPlexis
participar nos campos experimentais do Governo Regional e estabelecer ligações
com associações agrícolas e agricultores.
O governante
destacou ainda o papel do Banco de Germoplasma na preservação das variedades
regionais. “É um contributo que dá para a Região na preservação de muitas das
nossas sementes, das nossas variedades regionais”, afirmou, defendendo a
conservação destes recursos para que possam continuar a ser utilizados pelas
gerações futuras.
Para Nuno
Maciel, a investigação científica é indispensável à modernização do sector.
“Não é possível numa Região com as nossas características geográficas e
climáticas desenvolver a agricultura sem conhecimento científico, sem
investigação”, sustentou. O secretário regional defendeu uma agricultura mais
eficiente, baseada na recolha e utilização de dados sobre solos, precipitação e
humidade e no recurso a novas tecnologias. “A agricultura
de precisão, a agricultura 4.0, a agricultura inteligente, a agricultura que
coloca as novas tecnologias ao serviço do desenvolvimento do sector, também é
possível na Madeira”, afirmou, considerando que esta transformação permitirá
responder às dificuldades associadas à orografia, às parcelas agrícolas e ao
clima da Região.
Também na
ocasião, o reitor da Universidade da Madeira, Sílvio Fernandes, destacou o
papel do protocolo na actividade científica desenvolvida pelo ISOPlexis. O
responsável considerou o apoio “fundamental” para um centro que tem conseguido
captar projectos e desenvolver investigação na área da preservação das sementes
e da agricultura madeirense.
Sílvio
Fernandes apontou ainda a necessidade de aproveitar as novas tecnologias para
responder aos desafios da transição climática e digital. “É nesta época de
transição climática, nesta época de transição digital, aproveitar a tecnologia
existente para aplicar à nossa área agrícola e trazer inovação para a área
agrícola”, defendeu.
O reitor
considerou igualmente importante a aproximação entre a Universidade da Madeira,
o Governo Regional, os agricultores e as associações do sector, de forma a
aumentar a “literacia” sobre a nova agricultura e fazer chegar ao terreno o
conhecimento produzido pela investigação.
O
contrato-programa surge assim como uma forma de reforçar a ligação entre
investigação e actividade agrícola, numa área que o Governo Regional considera
estratégica para a preservação dos recursos genéticos, a inovação e a
modernização do sector. O anterior contrato-programa, relativo a 2025, previa
uma comparticipação de 50 mil euros para o funcionamento do Banco de
Germoplasma ISOPlexis.




