O
PS-Madeira esteve reunido com o SINERGIA - Sindicato da Energia, "num encontro em que colocou em
discussão as condições laborais dos trabalhadores da Empresa de Electricidade
da Madeira (EEM), o aumento do preço da electricidade, os custos dos
combustíveis e a exposição da empresa aos mercados energéticos internacionais", informou ontem o partido numa nota de imprensa.

"Os
trabalhadores da EEM desempenham funções indispensáveis à vida dos madeirenses
e porto-santenses e ao funcionamento da nossa economia. Garantir condições de
trabalho adequadas é também investir na qualidade e na segurança do serviço
prestado à população", afirma o deputado Gonçalo Leite Velho.

O
aumento do preço da electricidade foi um dos temas centrais da reunião, com os socialistas madeirense a exigirem "transparência sobre a evolução dos custos da EEM e a sua
relação com as tarifas suportadas pelas famílias e pelas empresas".

Neste
âmbito, o Grupo Parlamentar do PS-Madeira dirigiu, em paralelo, um conjunto de
perguntas ao secretário regional de Infraestruturas e Equipamentos, solicitando
esclarecimentos sobre os custos efectivos de produção e aquisição de
electricidade, as poupanças anunciadas e a actualização tarifária.

Na prática, os socialistas querem conhecer "a evolução mensal dos custos por MWh, comparando-os
com os valores de 2025 e com os pressupostos utilizados pela Entidade
Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) na fixação das tarifas", bem como "apurar que parte das poupanças anunciadas resulta da produção renovável,
da utilização de gás natural e dos preços e condições de aquisição dos
combustíveis".

As
perguntas do PS-M abrangem ainda as reservas de combustível da EEM: se foram adquiridas
antes do agravamento dos preços internacionais, a que preços e que poupança
efectiva proporcionaram à empresa.

“Queremos
saber se os custos da EEM aumentaram numa dimensão comparável à que esteve na
origem da actualização tarifária e como se relacionam as poupanças anunciadas
com o aumento que chega aos consumidores. Os madeirenses e porto-santenses têm
direito a uma explicação clara, sustentada em números”, sublinha Gonçalo Leite
Velho.

O
PS-Madeira questionou igualmente o Governo Regional sobre as diligências
realizadas junto da ERSE para que fossem considerados os custos efectivos do
sistema eléctrico regional, as reservas de combustível, o contributo das
energias renováveis e as poupanças obtidas. Foi também solicitada a
documentação trocada entre o Governo Regional, a EEM e o regulador relativa à
atualização tarifária.

“É
necessário esclarecer que posição assumiu o Governo Regional, que elementos
apresentou e como defendeu os interesses dos consumidores da Região”,
acrescenta o deputado socialista.

Para
o PS-Madeira, reduzir a exposição aos mercados energéticos internacionais "exige
uma estratégia de investimento em energias renováveis, armazenamento e
modernização das redes", considerando que "essa transformação deve ser acompanhada por formação e
qualificação profissional, com participação dos trabalhadores e diálogo com os
seus representantes".

Relativamente
às questões laborais, o PS-Madeira mostrou sensibilidade para a necessidade de
assegurar o planeamento da renovação dos quadros, acautelando as saídas por
reforma e a transmissão de conhecimento entre profissionais. A manutenção
preventiva, os equipamentos de proteção e a capacidade de resposta a avarias
constituem outras preocupações dos socialistas, que defendem meios adequados
para assegurar a que não existem cortes de abastecimento na Região, incluindo
no Porto Santo e em situações meteorológicas adversas.

O
PS-Madeira expressa, igualmente, "o seu reconhecimento aos trabalhadores da EEM pelo
profissionalismo, dedicação e sentido de serviço público com que asseguram,
diariamente, o funcionamento de uma infraestrutura essencial à Região", vincando que "o seu
trabalho, muitas vezes exigente e realizado em condições adversas, é decisivo
para garantir o abastecimento de electricidade às famílias, às empresas e aos
serviços públicos da Madeira e do Porto Santo".

“As
poupanças e os investimentos da EEM devem traduzir-se em benefícios concretos:
melhores condições de trabalho, maior segurança e qualidade do serviço e
proteção dos consumidores. É esse o sentido que deve orientar a gestão de uma
empresa pública essencial à Região”, sustenta Gonçalo Leite Velho.