A Associação de Futebol da Madeira (AFM) negou ter manifestado qualquer intenção de assumir a gestão do Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava.
Num comunicado divulgado hoje, a AFM afirma “categoricamente” não ter formalizado “qualquer pedido, proposta ou manifestação de interesse” junto da Sociedade de Promoção e Desenvolvimento da Zona Oeste da Madeira, S.A. para assumir a gestão daquele complexo desportivo.
A Associação garante ainda que “não existe” da sua parte “qualquer processo, iniciativa ou diligência em curso” que vise a administração, exploração ou gestão do Centro Desportivo da Madeira, acrescentando que também não foi contactada pela sociedade responsável pelo espaço para uma eventual parceria ou transferência de responsabilidades de gestão.
A AFM considera que a informação divulgada sobre o assunto “não corresponde à verdade, carece de fundamento e não reflecte a posição, estratégia ou prioridades institucionais” da Associação.
No comunicado, a entidade reafirma que as decisões estruturantes relacionadas com o desenvolvimento do futebol regional são comunicadas “de forma transparente e oficial”, através dos seus canais próprios, não podendo, sustenta, ser-lhe atribuídas “intenções que não foram expressas nem deliberadas pelos seus órgãos competentes”.
A AFM lamenta, por fim, a divulgação do que classifica como “informação incorrecta”.
O esclarecimento surge numa altura em que o Complexo Desportivo da Madeira está no centro da discussão em torno das condições de utilização da infra-estrutura por parte dos clubes de futebol da Região.
No passado dia 12 de setembro, sábado, o DIÁRIO fez manchete com o facto de Marítimo e Nacional terem acordado o pagamento de 5 mil euros pela utilização do relvado do Complexo Desportivo da Madeira, mas a Sociedade Ponta Oeste apresentou entretanto um novo valor, de 8.500 euros.
Na referida notícia, o presidente do Marítimo, Carlos André Gomes, revelou ter existido uma reunião entre os dois clubes e a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste, na qual ficou acordado que cada equipa teria duas utilizações semanais do relvado, mediante o pagamento de 5 mil euros mensais, acrescidos de IVA. Segundo o dirigente, esse valor chegou a constar das minutas do protocolo trocadas entre as partes.
Mas, segundo o líder maritimista, o clube terá sido surpreendido com uma alteração ao valor inicialmente acordado. Os 5 mil euros mensais passaram, na nova versão do documento, para 8.500 euros, apesar de estar prevista uma utilização de apenas 12 horas por mês, correspondentes a duas sessões semanais de hora e meia.


