Jaime Filipe Ramos nasceu nove meses depois do 25 de Abril.
A democracia portuguesa tinha começado, mas a Madeira ainda não era uma Região
Autónoma. Cinquenta e um anos depois, pertence a uma geração que recebeu a
Autonomia construída pelos que a antecederam, mas considera que chegou o
momento de lhe garantir outra coisa: sustentabilidade para continuar a avançar.
É uma das ideias que atravessa a conversa para o podcast
"Rostos da Autonomia". Da Madeira pobre de que ainda guarda memórias
de infância à transformação proporcionada pela Autonomia e pelos fundos
europeus; da política vivida em casa à entrada na JSD; dos conflitos
geracionais no PSD ao projecto Autonomia XXI; da sucessão de Alberto João
Jardim às reformas introduzidas no Parlamento depois de 2015; das maiorias
absolutas aos anos em que o PSD teve de aprender a negociar. E, olhando para a
frente, uma convicção: a geração que agora tem responsabilidades políticas
precisa de conseguir mais poderes, mas também os meios financeiros para os
exercer.
Jaime Filipe Gil Ramos nasceu no Funchal, na freguesia de
São Pedro, a 24 de Janeiro de 1975. É licenciado em Gestão e fez grande parte
da sua vida profissional e política na Madeira. A sua entrada na primeira linha
partidária começou pela JSD-Madeira, que liderou a partir de 1998 e até 2006,
quando deixou o cargo por limite de idade. Viria depois a assumir responsabilidades
no PSD-Madeira e na Assembleia Legislativa, onde já era vice-presidente do
grupo parlamentar antes de chegar à liderança da bancada social-democrata, em
2015.

