A pressão do mercado imobiliário sobre as zonas agrícolas do Estreito de Câmara de Lobos — visível no facto de a tradicional vindima institucional ter mudado de palco este ano devido à construção de um empreendimento privado — mereceu uma resposta directa de Miguel Albuquerque, à margem da Festa das Vindimas.

O presidente do Governo Regional revelou o volume de habitação pública projetada para o concelho, de forma a mitigar a escassez de habitação.

"Nós já temos agora só aqui em Câmara de Lobos mais de 216 casas projectadas para entregar", anunciou o governante, desviando o foco do investimento imobiliário privado para a acção social e pública da administração regional na habitação a custos controlados.

Apesar do forte avanço da construção civil na Madeira, Albuquerque desvalorizou o alarmismo de que os terrenos agrícolas vão desaparecer por completo face aos lucros do imobiliário.

Para o governante, o equilíbrio será ditado pelo mercado e pela modernização tecnológica, reiterando que quem tiver rendimento na terra não a abandonará.