O Gabinete de Acesso ao Ensino
Superior da Secretaria Regional de Educação apoiou, este ano, 1.370 candidatos,
mais de 20% acima do registado em 2025, traduzindo-se em mais de 230 jovens. Os
dados foram revelados esta sexta-feira pela secretária regional da Educação,
Ciência e Tecnologia, à margem do Encontro de Universitários Madeirenses (EUMA),
que decorre, entre hoje e amanhã, no Colégio dos Jesuítas, no Funchal.

Elsa Fernandes assegurou, também
que o próximo ano lectivo está a ser preparado “com normalidade” nas escolas
madeirenses e manifestou confiança de que haverá professores suficientes para o
arranque das aulas.

Segundo a governante, os 1.370
alunos atendidos correspondem apenas aos candidatos que recorreram ao Gabinete
de Acesso ao Ensino Superior, não sendo possível apurar, para já, o número
total de estudantes madeirenses que concorreram à primeira fase do concurso de
acesso nacional, uma vez que muitos optam por submeter a candidatura
autonomamente, através da plataforma online.

Elsa Fernandes explicou que o
gabinete disponibilizou 1.700 vagas de atendimento e recebeu cerca de 1.500
marcações, permitindo atender todos os candidatos que solicitaram apoio e
mantendo ainda capacidade para receber mais de duas centenas de pessoas.

A responsável pela pasta da
Educação lembrou ainda que, com a publicação das classificações da segunda fase
dos exames nacionais, os alunos dispõem de mais três dias para submeter ou
alterar as candidaturas ao ensino superior, podendo substituir classificações
entretanto melhoradas. Já os estudantes que aguardam pelas reapreciações dos
exames poderão proceder aos respetivos acertos após a divulgação desses resultados.

Colocação de professores
"dentro da normalidade"

Questionada sobre o início do
próximo ano lectivo, Elsa Fernandes afirmou que as perspectivas são positivas,
embora admita que apenas no final de Agosto será possível fazer um balanço
definitivo da colocação de docentes.

“Neste momento ainda não tenho
todos os dados, porque temos 1.783 professores a aguardar o resultado do
concurso para contratados, que será conhecido a 28 de Agosto, mas penso que
temos professores suficientes para começar o ano com normalidade”, afirmou.

A secretária regional revelou
ainda que os resultados do concurso de mobilidade interna já foram divulgados,
tendo sido colocados 1.349 professores pertencentes aos quadros de zona
pedagógica, permitindo ajustar a distribuição dos docentes entre
estabelecimentos de ensino por motivos de serviço, doença ou apoio à família.

Apesar da saída de alguns
professores para o continente, Elsa Fernandes acredita que esse impacto será
compensado pela entrada de novos profissionais, nomeadamente educadores de
infância e professores do 1.º ciclo recém-formados pela Universidade da Madeira
e por outras instituições de ensino superior.

“Espero que no dia 28 de Agosto
possamos dizer, com certeza, que temos professores em todas as salas e para
todos os alunos”, afirmou.

Reforço do pessoal não docente

No que respeita aos assistentes
operacionais e técnicos de apoio à infância, a governante adiantou que a
Secretaria pretende reforçar os recursos humanos nas escolas.

Segundo indicou, durante o último
ano foram contratados 80 assistentes operacionais e está já aberto um concurso
para admitir 47 técnicos de apoio à infância, prevendo-se ainda novas
contratações de assistentes operacionais ao longo do próximo ano lectivo.

Trabalho da AJMC elogiado

Quanto ao Encontro de Universitários
Madeirenses, promovido pela Associação de Jovens Madeirenses Conectados (AJMC),
Elsa Fernandes enalteceu a iniciativa, considerando “muito importante e
louvável” que, após um ano de estudos, continuem empenhados em criar espaços de
partilha entre estudantes de diferentes áreas.

Na sua perspectiva, encontros
desta natureza favorecem o surgimento de novas ideias, projetos e parcerias que
poderão ter impacto no futuro profissional e académico dos participantes.

Na sua intervenção na sessão de abertura, a secretária regional reforçou as alterações no limite de acesso às bolsas de estudo para que mais madeirenses possam ser apoiados quando estudam no continente. Elsa Fernandes referiu o aumento de 650 para 800 euros no valor de capitação considerado para atribuição das bolsas, uma medida que deverá permitir alargar o apoio a mais de 600 famílias no próximo ano lectivo.

A alteração, frisou, justifica-se pelas dificuldades que continuam a afectar os agregados familiares, apesar do aumento dos rendimentos, com a governante a sublinhar que o objectivo é garantir que "nenhum jovem deixe de estudar por dificuldades económicas", defendendo que o investimento na educação constitui um dos principais instrumentos de igualdade de oportunidades e de desenvolvimento da Região.

Na ocasião, destacou ainda a importância de os jovens madeirenses que estudam fora da Região poderem regressar posteriormente à Madeira e aplicar os conhecimentos e competências adquiridos no desenvolvimento regional.