A presidente do PS-Madeira
exigiu, esta terça-feira, ao Governo Regional, uma solução para o tratamento de águas
residuais na freguesia do Porto da Cruz.
Em conferência de imprensa
realizada esta tarde, junto ao edifício que foi construído há 20 anos para ser
uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), mas que nunca chegou a
funcionar, Célia Pessegueiro acusou o Governo Regional e a empresa Águas e
Resíduos da Madeira (ARM) de, ao longo deste tempo, esquecerem a população e a freguesia do Porto da Cruz.
Conforme adiantou, a
infraestrutura teve um custo de 3 milhões de euros, mas nunca chegou a
desempenhar a função para a qual foi criada, tendo, inclusivamente, os
equipamentos sido retirados e levados para outro local.
Em consequência disso, as
águas residuais da freguesia são enviadas para o mar sem tratamento, em
particular na zona junto à praia da Maiata, com prejuízos claros para este que
é um local muito procurado para a prática de surf. “As águas residuais, ao irem
para o mar nesta zona, condicionam esta que poderia ser uma praia de banhos por
excelência”, afirmou a líder socialista, lamentando que, por esta razão, as
águas balneares não apresentem, por exemplo, condições que permitam uma
candidatura à bandeira azul.
De acordo com Célia
Pessegueiro, esta situação está a prejudicar duplamente a freguesia, quer em
termos económicos, quer em termos de imagem, por causa da questão ambiental.
A presidente do PS-M deu
conta que tem havido uma maior procura pela freguesia do Porto da Cruz, com
mais moradores, estabelecimentos de alojamento local e a construção de um
hotel, o que resultará numa maior pressão e produção de águas residuais.
“Não
existir esta resposta é uma falha gravíssima, e espero bem que o concessionário
e o Governo Regional, que tem responsabilidade sobre a empresa pública, tomem
as medidas necessárias para intervir nesta zona”, afirmou.
Como referiu a líder
socialista, este é um problema que carece de uma resposta urgente, já que não
está a ser cumprida a legislação. “Nesta altura, já devíamos estar a falar em
ETAR que deveriam fazer tratamento primário e secundário, mas esta esta nem o
preliminar faz, porque simplesmente nem é utilizada”, criticou. Como referiu,
passados 20 anos, as tecnologias evoluíram, pelo que podem ser implementadas
novas soluções, sem que tenham de passar obrigatoriamente por este local ou
pelas instalações existentes.
Simultaneamente, Célia Pessegueiro exige que o
Governo Regional concretize a prometida promenade entre a vila do Porto da Cruz
e a praia da Maiata. Como lembrou, esta foi uma promessa feita quando ali foram
depositadas as terras provenientes da construção dos túneis da via expresso,
mas, passados estes anos, continua por cumprir.

