Há diferenças que a geografia explica. E outras que apenas parece tentar justificar, com desespero político à mistura.

Todos sabem que viver nesta ilha, também conhecida por rochedo, tem custos. A distância, a dimensão do mercado, a logística e a menor escala ajudam a perceber porque é mais caro transportar mercadorias para a Região, porque é que determinadas empresas têm custos superiores para aqui operar ou porque é que alguns serviços têm uma oferta necessariamente mais limitada.

O problema é quando o custo da insularidade deixa de ser uma realidade económica e passa a ser uma discriminação territorial. Não só por causa das agora ressuscitadas telecomunicações, pois as diferenças de preços e de ofertas entre a Madeira e o continente são ancestrais. A questão é bem mais abrangente, pois os madeirenses sentem que vivem num território onde determinados bens e serviços custam mais, chegam muito depois ou simplesmente não estão disponíveis.