A Iniciativa
Liberal assinala o Dia da Cidade do Funchal reconhecendo o caminho percorrido
ao longo de mais de cinco séculos de História, mas defendendo que celebrar as
conquistas alcançadas deve ser também uma oportunidade para definir uma visão
mais ambiciosa para o futuro.

O partido
considera que o Funchal registou melhorias importantes nos últimos anos,
nomeadamente, na qualidade de vários espaços públicos e infraestruturas e na
capacidade da cidade para receber quem nela vive, trabalha ou a visita. No
entanto, entende que reconhecer o trabalho realizado não pode significar
ignorar os desafios que permanecem por resolver.

Segundo
Rosie Bayntun, deputada municipal da Iniciativa Liberal na Assembleia Municipal
do Funchal, “seria injusto e politicamente desonesto negar que o Funchal
conheceu melhorias nos últimos anos. Há trabalho feito e esse trabalho deve ser
reconhecido. Mas celebrar aquilo que foi alcançado não significa dizer que está
tudo feito. Uma cidade verdadeiramente ambiciosa não se mede apenas pelo que já
construiu, mas também por aquilo que ainda tem a coragem de querer construir”.

Para a IL,
entre os principais desafios que a cidade enfrenta estão a mobilidade, a
habitação e o planeamento urbano, áreas em que considera necessário adotar uma
visão de longo prazo e criar condições para que o Funchal acompanhe as
necessidades da sua população.

Na
mobilidade, essa visão passa por uma cidade onde as pessoas tenham maior
liberdade de escolha, com menos tempo perdido nas deslocações e alternativas
reais para se movimentarem.

Na
habitação, o objectivo é aumentar a oferta e garantir que viver no Funchal
continua a ser uma possibilidade para as gerações mais jovens.

No
planeamento urbano, a proposta dos liberais passa por assegurar que o Plano
Diretor Municipal (PDM) esteja à altura do futuro, deixando de ser encarado
apenas como um instrumento de gestão do território existente e passando a
constituir uma ferramenta efetiva de planeamento e desenvolvimento.

“O Funchal
não pode limitar-se a preservar o presente. Tem de preparar o futuro. Queremos
uma cidade onde seja mais fácil viver, trabalhar, empreender e criar uma
família, onde a habitação seja uma prioridade, a mobilidade seja pensada para
as pessoas e o planeamento urbano esteja ao serviço do desenvolvimento”, afirma
a deputada municipal.

No Dia da
Cidade, a Iniciativa Liberal destaca ainda o papel das novas gerações no futuro
do Funchal, considerando que é responsabilidade do poder local criar condições
para que os jovens possam escolher permanecer na cidade e construir aqui o seu
projeto de vida.

“Há muitos
jovens que, apesar das dificuldades, escolheram ficar. Numa altura em que
tantas vezes parece mais fácil partir, ficar também é um ato de coragem. Uma
cidade que quer ter futuro tem a obrigação de estar à altura dessa coragem.
Temos de criar condições para que ficar no Funchal não seja um sacrifício, mas
uma escolha”, sublinha Rosie Bayntun.

A Iniciativa
Liberal considera, por isso, que celebrar os mais de cinco séculos de História
do Funchal deve ser também um compromisso com o futuro: reconhecer o caminho
percorrido, identificar com honestidade aquilo que ainda falta fazer e ter a
coragem de construir uma cidade mais acessível, dinâmica, competitiva e
preparada para os desafios do amanhã.

“O Funchal
tem História, identidade, talento e um enorme potencial. Não devemos ter medo
de mudar, de reformar e de fazer diferente quando for necessário. Porque
estabilidade não pode significar imobilismo. Cabe-nos agora ter a ambição e a
coragem de escrever o próximo capítulo e, sobretudo, garantir que as próximas
gerações querem continuar a escrevê-lo aqui”, conclui.