A 21 de agosto, celebra-se mais um Dia da Cidade do Funchal. Contudo, o sentimento que impera entre grande parte da população não é de celebração, mas de enorme marginalização. Os funchalenses sentem-se expulsos da sua própria terra, encostados à periferia das decisões e do território por causa de problemas estruturais que nunca foram assumidos como uma verdadeira prioridade política. O crescimento económico, os recordes sucessivos no turismo e os lucros astronómicos do setor imobiliário vendem a imagem de um concelho dinâmico e próspero, porém, esta narrativa não garante qualidade de vida nem poder de compra a quem aqui trabalha e vive.