A
autarquia de Câmara de Lobos anuncia os vencedores da 6.ª edição do
Prémio Literário João Augusto d’Ornelas, após a conclusão do processo de
avaliação das 76 obras submetidas a concurso, o maior número de participações
desde a criação desta iniciativa cultural.
Reunido
no passado dia 7 de Agosto, o júri, constituído por António Cruz, Nuno Barros e
Carlos Barradas, deliberou atribuir o 1.º prémio ao conto 'O Retornado', da
autoria de Jorge Mendonça, residente em São Pedro do Estoril.
A obra, segundo o
jurado, distinguiu-se pelo seu carácter "envolvente e pela forma criativa e
imaginativa como explora o acto de contar uma história através de uma narrativa
temporalmente invertida. O júri destacou ainda o interessante paralelismo com a
obra 'O Estranho Caso de Benjamin Button', recriada e adaptada a uma
realidade de matriz regional", explica um comunicado enviado.
Já o 2.º prémio foi atribuído ao conto 'A Biblioteca dos Bêbados', de Joana Neves,
natural de Coimbra. De acordo com o júri, a obra evidencia-se pela "leveza da
escrita, pelo sentido de humor e por uma imaginação particularmente original,
qualidades que conferem ao texto um registo literário distinto."
O
3.º prémio distinguiu 'A Garrafa de 1895', de Sebastião Alves, natural de
Lisboa. O conto sobressai pela "simplicidade da sua construção narrativa,
desenvolvendo, a partir de uma garrafa de vinho Madeira, um conjunto de
peripécias que conduzem o leitor a um desfecho inesperado."
Na
apreciação das candidaturas, o júri teve em consideração os critérios definidos
no regulamento do Prémio, nomeadamente o enquadramento temático, que
determina a inclusão, directa ou indirecta, de uma referência às vinhas e/ou ao
vinho Madeira, a qualidade literária, a organização das ideias, a coerência e
coesão do texto, bem como a criatividade e a inovação. A obrigatoriedade destes elementos procurou valorizar uma das principais marcas
identitárias da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e do concelho.
A
6.ª edição do Prémio Literário João Augusto d’Ornelas fica igualmente
assinalada pelo expressivo crescimento da participação. Com 76 candidaturas, o
concurso estabeleceu um novo recorde, superando de forma significativa o
anterior máximo de 40 obras, registado na edição de 2025. Para o júri, esta
evolução constitui um sinal inequívoco da consolidação do Prémio e do
reconhecimento crescente que a iniciativa tem vindo a alcançar junto de autores
de diferentes pontos do país.
Os
vencedores receberão prémios pecuniários no valor de 2.000 euros para o 1.º
lugar, 750 euros para o 2.º lugar e 500 euros para o 3.º lugar. Está igualmente
prevista a publicação, em edição própria, dos contos distinguidos, contribuindo
para a divulgação das obras premiadas e para a promoção da criação literária em
língua portuguesa.
O
vereador com o pelouro da Cultura, Ambiente e Modernização Administrativa, Nuno
Neves, felicita, em comunicado, os autores distinguidos e agradece a todos os participantes o
interesse demonstrado nesta 6.ª edição do Prémio Literário João Augusto
d’Ornelas. O autarca considera que a
elevada qualidade e diversidade das obras apresentadas reforçam o prestígio
desta iniciativa cultural e o seu contributo para a valorização da literatura,
da língua portuguesa e do património identitário associado ao vinho Madeira.

