A Linha SNS 24 não registou qualquer impacto associado à
observação do eclipse solar na quarta-feira, segundo dados divulgados hoje à
Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
Os dados precisam que a Linha SNS 24 realizou na quarta-feira 429
triagens por problemas oculares, um valor em linha com o registado no mesmo dia
da semana anterior (407) e com as médias diárias de triagem por este motivo dos
meses precedentes (435 em maio, 413 em junho e 389 em julho).
Também ao nível dos encaminhamentos não foram registadas
alterações face aos padrões habituais.
Das situações triadas no dia 12 de agosto, 286 foram encaminhadas
para um serviço de urgência, 130 para cuidados de saúde primários, 11 para
autocuidados, com seguimento por enfermeiros da Linha SNS 24, e duas para o
INEM.
Antes do eclipse, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou
recomendações dirigidas à população e aos empregadores para uma observação
segura do eclipse total do sol, com o objetivo de prevenir lesões oculares e
reduzir o risco de acidentes associados ao fenómeno.
Também o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a
comunidade científica alertaram para os riscos de observar diretamente o
eclipse solar sem proteção adequada.
Segundo a autoridade de saúde, a observação do eclipse só devia
ser feita exclusivamente com óculos certificados para eclipse solar, em
conformidade com a norma ISO 12312-2 e com marcação CE.
Em Portugal, o eclipse solar foi total apenas numa área restrita
do Parque Natural de Montesinho, perto de Bragança.
No resto do país, o eclipse foi parcial, de entre 92% e 99% em
todo o território continental e os 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e
da Madeira.
