O senador Flávio Bolsonaro do Partido Liberal (PL) não conseguiu
registar hoje a candidatura a Presidente do Brasil para as eleições gerais de
outubro, após aparecer filiado no partido Missão.

O prazo para registo de candidaturas termina no próximo sábado, e
o PL já pediu a desfiliação de Flávio Bolsonaro do Missão na Justiça Eleitoral.

O caso está a ser investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) brasileiro, que rebateu as acusações do PL de ter havido um ataque
informático nos sistemas da Justiça Eleitoral.

Os dados Justiça Eleitoral mostram que Flávio foi filiado no
Missão na quarta-feira, o que automaticamente cancelou sua filiação ao Partido
Liberal na mesma data.

Em comunicado, o TSE informou que a filiação de Flávio "não
foi fruto de 'hackeamento' do sistema de filiação partidária, mas sim de uso
indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais" do
partido Missão para efetivar filiações.

Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais: "O
sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir, porque Deus
está no comando", disse, adiantando que foi vítima de uma filiação
fraudulenta.

O partido Missão, por sua vez, do candidato a Presidente do Brasil
Renan Santos, afirmou que "foi vítima de uma filiação fraudulenta" e
que informaram o PL sobre ocorrido desde 02 de agosto, mas que não obtiveram
resposta do grupo de Flávio Bolsonaro.

"O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de
filiação desde o dia 02 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails
enviados foram abertos, mas não foram respondidos", informa o Missão.

"Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um
parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e
suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção", conclui.

Renan Santos, por sua vez, escreveu nas redes sociais que o Missão
tem como comprovar que alguém a partir do "e-mail do Flávio apertou o
botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão" para aceder à
aplicação de militância.

O Partido Liberal oficializou o apoio a Flávio Bolsonaro em 25 de
julho durante a convenção partidária e faltava só registar oficialmente o
político bolsonarista no TSE.