A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) alertou para o
agravamento da doença de Newcastle em Espanha e apelou para a vacinação de
galináceos, perus e pombos, bem como a que sejam evitados contactos entre aves
domésticas e selvagens.
O vírus circula amplamente na Europa de forma geral e em Portugal,
entre pombos, rolas selvagens e outras aves sinantrópicas, ou seja, que vivem
perto dos humanos e se aproveitam dos ambientes criados por estes.
"Desde dezembro de 2025 tem sido registado um agravamento da
situação epidemiológica da doença de Newcastle em Espanha, onde, até 10 de
agosto de 2026, foram detetados 38 focos de infeção, distribuídos em dois
agregados geográficos: um em Castela e Leão e outro na Comunidade
Valenciana", lê-se numa nota informativa da DGAV.
A maioria destes focos foi confirmada em bandos de aves de
capoeira não vacinados ou parcialmente vacinados.
Ainda assim, 13 ocorreram em explorações de aves vacinadas.
Frangos e galinhas poedeiras são as aves mais afetadas.
A DGAV apelou, assim, ao cumprimento rigoroso das medidas
preventivas, como à vacinação de galináceos, perus e pombos.
Por outro lado, deve ser evitado o contacto entre aves domésticas
e selvagens, controladas as entradas e saídas de aves, pessoas e veículos nas
explorações e reforçados os procedimentos de desinfeção.
A transmissão da doença ocorre através de secreções ou excreções
de aves infetadas, principalmente através de ingestão, e de alimentação, água,
equipamentos, vestuário, sacos, caixotes de ovos, entre outros, infetados.
Algumas estirpes da doença transmitem-se da mãe para os seus
descendentes, através do ovo.
Qualquer suspeita da doença deve ser notificada através da
plataforma do SPC -- Sistema de Prevenção e Controlo de Doenças em Animais
(https://spc.dgav.pt/) ou dos serviços da DGAV.
