Houve um tempo, e não vai assim tanto, em que a Madeira acordou com o país todo a olhar para ela. Foi a 24 de Janeiro de 2024. Cento e trinta buscas, inspectores a entrar por portas que nunca tinham sido abertas com aquela pressa, três detidos e um presidente do Governo Regional constituído arguido. Do outro lado do mar, em Lisboa, o director nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, explicava ao país a dimensão daquilo. E fazia-o com aquele tom que só se consegue quando se tem a certeza de estar do lado certo da linha.