A presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Élia
Ascensão, acusou hoje a oposição de estar a fazer um “aproveitamento político”
de um processo judicial que envolve três funcionárias da autarquia e no qual
também é arguida.
Na Assembleia Municipal, a autarca afirmou que não aceitará
que aquele órgão ou qualquer outro órgão autárquico funcione como um “tribunal
para julgamento sumário” de processos judiciais, sobretudo quando está em causa
um processo em segredo de justiça.
Élia Ascensão considerou que a insistência da oposição neste
processo tem motivações políticas e lamentou o que classificou como um
“julgamento público” antes de existir acusação e julgamento. A autarca afirmou
esperar que o processo venha a esclarecer aquilo que considera ser “um
mal-entendido”.
Em comunicado, a presidente defendeu, ainda, o trabalho
desenvolvido pela Divisão de Recursos Humanos desde 2013, apontando a entrada
de 102 novos funcionários na sequência de procedimentos concursais, num período
em que a autarquia registou cerca de 114 saídas por aposentação. Destacou,
também, medidas como a reorganização interna, progressão de carreiras, sistema
biométrico de assiduidade e Medicina no Trabalho.
Élia Ascensão considerou que o foco da oposição nos Recursos
Humanos pretende “desestabilizar” e colocar em causa o trabalho desenvolvido
pela gestão JPP, lamentando igualmente o impacto do processo na vida
profissional e pessoal das três funcionárias.
A autarca terminou garantindo que continuará a exercer
funções “com o mesmo empenho e o mesmo foco”.
Na reunião, foi ainda aprovada a versão final do novo
regulamento municipal de bolsas de estudo e o regulamento de apoio às juntas de
freguesia no âmbito do fomento cultural.

