O assalto registado na manhã de ontem na loja 'ALMA', no
Caniço, poderá não ter sido um caso isolado. Em declarações ao DIÁRIO, a
proprietária do estabelecimento revelou ter sido contactada por várias lojistas
que afirmam ter sido vítimas do mesmo esquema de furto, alegadamente praticado
pelo mesmo homem.

Segundo a comerciante, após ter tornado pública a ocorrência
nas redes sociais, recebeu testemunhos de outras proprietárias de
estabelecimentos comerciais que relataram situações idênticas. Entre os casos
referidos estão uma loja na Rua Dr. Fernão de Ornelas, no Funchal, outra numa
superfície comercial igualmente no Funchal e um terceiro episódio ocorrido,
alegadamente, na passada segunda-feira, num espaço comercial localizado no
Continente de São Martinho.

De acordo com a lojista, os relatos coincidem não só na
descrição do suspeito, como também no método utilizado. "É sempre o mesmo
registo, a mesma figura e o mesmo estilo", afirmou ao DIÁRIO,
acrescentando que as imagens de videovigilância das diferentes lojas permitem
identificar diversos comportamentos repetidos.

Entre esses pormenores, refere que o homem entra sempre no
estabelecimento "com a mesma mão no bolso" e recorre sempre ao mesmo
esquema. Depois de escolher um artigo de baixo valor, efectua o pagamento com
uma nota de elevado montante, obrigando o funcionário a abrir a caixa para dar
o troco. Enquanto o dinheiro é contado, inicia uma conversa confusa, fala de
forma rápida e pouco perceptível, com o objectivo de distrair a vítima.

"Ele fica à espera do troco. Quando começamos a retirar
o dinheiro da caixa, começa a falar aleatoriamente coisas que ninguém percebe.
A pessoa está a tentar fazer a contagem e, ao mesmo tempo, perceber o que ele
está a dizer. É nesse momento que aproveita para retirar o dinheiro",
descreveu.

A comerciante garante que todas as lojistas com quem falou
apresentaram queixa junto da Polícia de Segurança Pública e entregaram às
autoridades as respectivas imagens de videovigilância, que poderão ajudar na
identificação do suspeito e na investigação dos vários casos.

O DIÁRIO contactou o Comando Regional da Polícia de Segurança Pública e aguarda mais actualizações por parte das autoridades.