A
Nova Direita veio a público, esta terça-feira, criticar o investimento de 13 milhões de euros anunciado pelo
Governo Regional para a criação de cerca de 85 camas em lares, o que representa
um custo aproximado de 154.762 euros por cama.

Segundo
Paulo Azevedo, coordenador do partido, o mesmo montante permitiria construir
cerca de 180 habitações a custos controlados, ou 50 fracções de gama elevada,
números que, para a Nova Direita, levantam "sérias dúvidas" sobre a
gestão dos recursos públicos.

O
partido nota ainda que a permanência média de um utente num lar ronda os 3 a 5
anos, o que torna o investimento por cama "difícil de justificar",
apesar de reconhecer que as vagas serão sempre reocupadas, tornando a
infraestrutura um investimento permanente financiado pelos contribuintes.

Face
à crise habitacional que a Madeira atravessa e à vulnerabilidade de muitos
idosos, a Nova Direita defende que o Governo Regional deveria redefinir
prioridades e procurar soluções que sirvam mais cidadãos com maior eficiência.

"A
Madeira precisa de rigor, transparência e prioridades bem definidas. Os
madeirenses merecem saber como é gasto cada euro dos seus impostos",
remata Paulo Azevedo.