
Criar um grupo de trabalho para rever a Lei das Finanças Regionais seria notícia, caso Portugal não tivesse transformado os grupos de trabalho na forma mais elegante de não fazer rigorosamente nada. Quando um problema incomoda, “estuda-se”. Quando incomoda muito, cria-se uma comissão. Quando é urgente, dá-se à comissão um ano e meio para entregar um relatório que depois será estudado por outra comissão. É esta a ciência política nacional: adiar com método, empatar com solenidade e chamar responsabilidade ao medo de decidir.