A presidente do PS-Madeira defendeu,
hoje, a necessidade de o Governo Regional aumentar o preço pago aos
produtores de banana, em função dos ganhos que a GESBA arrecada com a venda
do produto.
Durante uma visita à Mostra Regional de
Banana, que decorre na Madalena do Mar, Célia Pessegueiro enalteceu o
trabalho dos produtores de banana, sem os quais a GESBA não existia, nem
apresentava a facturação que apresenta, na ordem de cerca de 30 milhões, sendo
apenas 15 milhões pagos aos produtores pela banana entregue.
Segundo nota à imprensa, líder socialista realça que graças às
intervenções e reivindicações do partido, foi possível aumentar um pouco o
preço da banana extra e a distribuição dos lucros da GESBA. Conquistas que,
frisou, precisam de ir mais longe, até porque, se não fossem os actuais 36
cêntimos de apoio da Europa, a banana de primeira e segunda categoria estaria
a ser paga abaixo do preço praticado há vinte anos, no tempo das
cooperativas. Como especificou, basta comparar as facturas de 2006 com as
deste ano para chegarmos à conclusão que, na banana extra, tirando o apoio
comunitário, houve apenas um aumento de 8 cêntimos pago pela entidade que
comercializa, ao passo que, nas restantes categorias, o valor até baixou.
“Isto é muito estranho e carece de uma explicação da GESBA”, afirmou,
desafiando os produtores a fazerem também essa comparação.
Apesar daquilo que já foi conseguido,
Célia Pessegueiro lembra que ainda falta que o Governo Regional cumpra com as
recomendações da Autoridade da Concorrência. Por um lado, é preciso permitir
que os agricultores pertençam aos órgãos sociais da GESBA e tenham direito a
voto, e por outro, urge garantir o livre direito de associação. Isto porque,
para que sejam reconhecidas novas organizações de produtores de banana são
exigidos um valor mínimo de produção comercializável de 5 milhões de euros e
pelo menos 100 agricultores. Trata-se, como advertem os socialistas, de
regras desproporcionais para um mercado tão pequeno como o da Madeira e que
contrastam com os 15 mil euros e o mínimo de cinco produtores exigidos para o
reconhecimento de associações no continente.
Como vincou Célia Pessegueiro, estes são
alguns dos passos que ainda são necessários dar, porque a estabilização do
sector “não significa ficar com aquele que é o rendimento e o fruto do
trabalho dos agricultores”.

