O líder do CDS Madeira defendeu, hoje,
que Portugal deve dispor de um plano de apoio à reconstrução da Venezuela, com
especial enfoque nos cidadãos luso-venezuelanos afetados pela recente tragédia.

José Manuel Rodrigues considerou que
esse apoio “é devido e é de inteira justiça”, sublinhando que deve integrar uma
estratégia mais ampla, envolvendo a União Europeia e outras organizações
internacionais.

O presidente do CDS falava à margem de
um convívio com luso-venezuelanos, promovido para agradecer “o enorme movimento
de solidariedade que conseguiram criar na Madeira para ajudar a Venezuela”.
Segundo afirmou, “essa corrente de solidariedade deve ser um exemplo para que o
Estado e as suas instituições se mobilizem para apoiar os portugueses que perderam
familiares, casas, bens e negócios nos sismos e querem reconstruir as suas
vidas”.

Rodrigues alertou que, “depois da
tragédia, vem agora a recuperação”, existindo o risco de a solidariedade perder
força com o passar do tempo. “Muitos podem esquecer que o sofrimento, a dor e
as privações vão continuar e precisam de ser atendidas”, disse.

O dirigente centrista acrescentou que
“há portugueses sem família, sem casa, sem nada, que precisam de ajuda” e
advertiu que, como em outras situações, “o passar do tempo pode fazer esquecer
a realidade trágica destes nossos compatriotas”.

José Manuel Rodrigues sustentou ainda
que “Portugal tem o dever de ajudar quem ajudou”, recordando que, nos anos 80
do século passado, “foram as divisas das remessas dos emigrantes que permitiram
comprar cereais e outros bens essenciais no estrangeiro, livrando o país da
fome e da pobreza extrema”.

“Hoje, temos o dever de ajudar quem saiu
de Portugal e da Região, mas nunca esqueceu a terra-mãe e também contribuiu
para o seu desenvolvimento e crescimento económico”, concluiu.