A cidade de Miami, nos Estados Unidos da América (EUA), vai
ter, em breve, um Centro Português.
O projecto foi apontado esta quinta-feira por Daniel
Ferreira, conselheiro da Diáspora Madeirense naquele país, no decorrer da mesa-redonda
‘Memória e Futuro’ que decorre no âmbito do Fórum Madeira Global, que junta a comunidade
emigrante no Centro de Congressos da Madeira.
Numa conversa moderada por Ricardo Miguel Oliveira, director-geral
do Diário de Notícias, e Sónia Silva Franco, jornalista e editora, outros
conselheiros não deixaram de mostrar a madeirensidade que sobressai nas
comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo.
Vítor Gomes, da África do Sul, Anna Carolina Galvão, do Brasil,
e Danny Barradas, da Venezuela, reforçaram a importância de fomentar a cultura
e as tradições madeirenses junto das novas gerações de emigrantes.
Perante uma plateia onde não faltam exemplos de resiliência e saudade além-mar, os conselheiros evidenciaram as lembranças que guardam da Madeira, onde os cheiros e os sabores se evidenciam numa infância onde os pais e os avós tiveram um papel preponderante na continuidade da ligação à ilha.
Pese embora a integração plena nos países de acolhimento, os conselheiros recusaram a perda da identidade e da ligação à Madeira. Daniel Ferreira, na ocasião, não deixou de lançar o desafio da realização de um fórum dedicado às novas gerações da Diáspora.
E sobre o futuro, no que toca a expectativas em relação à Madeira, Vítor Gomes notou o "caminho muito certo e direito", mas não deixou de salientar a importância de continuar a acolher os emigrantes, apelando, a estes, também, o 'regresso' a casa.
Anna Carolina Galvão sustenta que há comunidades de emigrantes onde há falta de uma estrutura organizada que represente a Região, dando o exemplo as Casas da Madeira, espaços onde as comunidades se poderão juntar e fomentar a vivência em comunidade.
Já Danny Barradas salientou o papel das novas gerações de emigrantes no desenvolvimento da Madeira e das próprias comunidades de acolhimento.

