Márcia Gomes é segunda pessoa a ser ouvida na 5ª Comissão
Parlamentar Especializada de Saúde, numa audição requerida pelo JPP.

A presidente do Conselho de Administração do SESARAM diz ter
noção das carências de trabalhadores, lembrando que a contratação de pessoal
depende de outras entidades do Governo,
mas garantiu que não tem havido saídas, desde o ano passado, sem a respectiva
substituição.

Na enfermagem, há reserva de recrutamento até Janeiro,
esperando o SESARAM contratar todos até ao final deste ano. São cerca de 70; 160
assistentes operacionais até setembro e no diagnóstico e terapêutica, mais 14.

O sector empresarial, como o SESARAM está autorizado a
contratar para substituição. Além disso, só com autorização, o que demora mais.

Márcia Gomes garante visitar frequentemente os serviços e,
também por isso, estar totalmente ciente das dificuldades e necessidades.

A administradora diz que o trabalho com a Segurança Social
se intensificou, para ajudar a resolver as altas problemáticas, encontros que
chegam a ser diários.

Márcia Gomes identificou booms de entradas nas urgências no
Natal, Páscoa, 1º de maio, 10 de Junho. “Sempre que existe um feriado…”. “Nesse
dia (10 de Junho) eu estive nas Urgências e posso dizer, estava caótico”.

A administradora explicou o processo que conduziu ao
internamento na ‘cave’ do hospital Dr. João de Almada, que implicou avaliação
por um conjunto de profissionais. “Sabemos que não é a solução melhor, mas acautela
o bem-estar dos doentes”.

Foram contratados assistentes operacionais e enfermeiros,
para aquele local.

O espaço ainda está a sofrer pequenas intervenções de melhoria.

A mudança pretendeu possibilitar o uso do PRR, para
reabilitar várias enfermarias no Hospital Dr. Nélio Mendonça.