Nas condições actuais, não é possível garantir qualidade
assistencial nos corredores da Urgência”, mas esse doentes não podem ser
abandonados. Por isso, existem doentes nos corredores do Serviço de Urgência e
nos Andares. São os doentes que não precisam de cuidados diferenciados, as
altas clínicas. Os que mais precisam vão para as enfermarias.
O médico diz que os profissionais de saúde ficam ofendidos com
as declarações políticas e na comunicação social, que colocam em causa o
trabalho feito, que é técnico e não escrutinável, se não nessa esfera.
“Não podemos deixar os doentes nos corredores da Urgência”,
reconhece. Mas quando há soluções possíveis, há críticas a dizer que não é
ideal. Mas também não é ideal deixá-los nos corredores.

