O JPP diz que "a denúncia pública de colapso operacional, negligência e gestão danosa no Serviço de Transportes Não Urgentes de Doentes do SESARAM é a confirmação" de tudo aquilo que o partido já tem alertado nos últimos tempos.

"É inadmissível que os cidadãos mais vulneráveis da nossa Região estejam a ser vítimas de um atentado à dignidade humana patrocinado pela inércia e cumplicidade do Governo Regional. O cancelamento massivo de transportes para doentes amputados e acamados, privando-os de consultas vitais, e a retenção prolongada de utentes com alta clínica nas enfermarias hospitalares por pura inoperância logística, constituem uma falha grave que sobrecarrega de forma crítica as urgências públicas", refere em comunciado.

Na sua óptica, "este cenário caótico não é um acidente isolado, mas sim o culminar de um processo de desmantelamento" para o qual o JPP "tem emitido alertas sistemáticos no parlamento, há muito ignorados pela tutela".

"A realidade actual de ter metade da frota pública de ambulâncias avariada e o bloqueio de novas contratações de tripulantes há seis anos servem de pretexto perfeito para transferir os fundos dos contribuintes para o sector privado", acrescenta.

Diz ainda que "esta estratégia de asfixia do parque público é sustentada pelo recurso inadequado a empresas privadas e por um historial de atrasos e dívidas acumuladas aos taxistas que asseguram o transporte, os quais são empurrados para a sufocação financeira devido às falhas consecutivas de validação e pagamento por parte do SESARAM".

Por fim, refere que "o JPP recusa aceitar que o erário público alimente negócios particulares enquanto a capacidade pública é deliberadamente destruída e os doentes são deixados sem assistência adequada".