O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, apelou,
às pessoas que querem contribuir com donativos monetários destinados a apoiar as
populações atingidas pelos sismos da semana passada na Venezuela que depositem
as suas contribuições na conta que a Cruz Vermelha abriu especificamente para
esse efeito. “A melhor forma de apoiar é fazer um depósito nessa conta, porque
é a mais fiável e permite que os apoios cheguem desde logo às populações
afectadas”, declarou o governante, ao início da tarde desta quarta-feira, à
margem da deposição de flores junto ao Monumento à Autonomia, na Avenida do
Mar.

Nas declarações prestadas à CMTV, Albuquerque deu conta que
tem estado a acompanhar de forma permanente o evoluir dos acontecimentos na Venezuela,
em especial a situação dos emigrantes, através do contacto com os conselheiros
das comunidades madeirenses. Desses contactos tem percebido que “a situação em
La Guaira é muito complicada”. Na zona central da cidade, há cerca de 200
prédios que ficaram totalmente destruídos, há a lamentar milhares de mortos e a
situação sanitária agudiza-se, pois as pessoas encontram-se a viver no meio da
rua, porque grande parte dos edifícios estão danificados.

Entretanto, o chefe de gabinete do presidente do Governo,
Rui Abreu, partiu esta manhã para a Venezuela. Deve levar dia e meio para chegar
àquele país sul-americano e no terreno vai contar com o apoio dos conselheiros
das comunidades madeirenses.

Albuquerque descreveu que o Governo Regional reforçou em 150
mil euros as verbas de apoios de emergência às associações venezuelanas. O chefe
do executivo madeirense explicou que “os Estados Unidos têm tido um papel muito
importante” e que ele próprio falou com o secretário de Estado Marco Rubio
sobre essa situação. “Eles têm enviado um conjunto de apoios muito importante.
Curiosamente, também Israel, um dos países que se julgava que eram hostis à
Venezuela, neste momento tem canalizado um conjunto de apoios importantíssimos,
sobretudo agora no resgate. Mas os custos de reconstrução serão assoberbantes.
Serão custos muito elevados e nós temos a esperança que o país recupere”,
adiantou.

Por fim, o presidente do Governo Regional lamentou que a
força conjunta da Madeira e dos Açores não tenha seguido viagem juntamente com
o contingente nacional, por decisão tomada em Portugal continental. No entanto,
não criticou a opção tomada e até se mostrou compreensivo com a mesma: “Penso
que foi uma questão logística. Não foi uma questão de má vontade. Não acredito
nisso. Nós tínhamos tudo preparado. Nós disponibilizámos as forças e
continuamos disponíveis para o que for necessário”.