A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina
Leal, encerrou, esta manhã, a sessão solene comemorativa do Dia da Região e das
Comunidades Madeirenses com um discurso que combinou a evocação dos 50 anos de
Autonomia com um apelo directo ao poder central para que converta sinais de
abertura em "compromissos concretos". "É tempo de transformar a
disponibilidade em compromisso, o diálogo em acção e a vontade política em
resultados concretos", afirmou.
Rubina Leal referiu-se à sessão solene comemorativa dos 50
anos das Autonomias Regionais realizada na passada sexta-feira na Assembleia da
República (a primeira vez que tal aconteceu) como um
momento em que foi possível identificar "sinais de abertura e de
disponibilidade para um diálogo mais profundo e construtivo com os órgãos de
poder central". Sublinhou que esse diálogo é "necessário e
urgente" e que há "dossiers que há demasiado tempo aguardam
resolução".
Sobre o percurso autonómico, a presidente da Assembleia
defendeu que os 50 anos "não representam um ponto de chegada" mas
"um novo ponto de partida", e que a experiência acumulada demonstra
que a Autonomia foi "um instrumento decisivo de desenvolvimento, de coesão
e de afirmação política da Região". Considerou necessário "ampliar a
Autonomia, aprofundar a Democracia e reformar o sistema político regional".
Rubina Leal enumerou as iniciativas realizadas pela
Assembleia Legislativa no âmbito das comemorações dos 50 anos: a sessão com a
presença do presidente da Assembleia da República, o lançamento do livro e
exposição fotográfica sobre as cinco décadas de Autonomia com a presença do
Presidente da República, a publicação de uma banda desenhada sobre o processo
autonómico dirigida às novas gerações, uma edição limitada de litografia do
escultor Ricardo Velosa, uma emissão filatélica em parceria com os CTT, e os
projectos Parlamento na Comunidade, Rostos da Autonomia e Parlamento vai à
Escola.
Na abertura do discurso, a presidente da Assembleia dirigiu
"um caloroso e fraterno abraço" à comunidade madeirense residente na
Venezuela, saudando em particular o cidadão luso-venezuelano Manuel Ferreira,
presente na sessão desta manhã, e desejando que "a luz da esperança possa
iluminar não apenas os nossos concidadãos, mas também todo o povo
venezuelano".

