A economia Regional vai crescer pelo menos até Dezembro,
dizem os indicadores do Presidente do Governo Regional. Neste momento cresce há
quatro anos e onze meses de forma consecutiva e acima da média nacional, frisou
Miguel Albuquerque, acrescentando que a balança comercial é favorável às
exportações pelo sétimo ano, a dívida da Região está consolidada, o índice de
confiança alto e os investimentos previstos vão no sentido de diversificar a economia.
“Vamos ter novas empresas aqui de tecnologia de ponta, que trazem mais valor
acrescentado e que são importantes também para termos salários mais altos e a
fixação dos jovens”, referiu o líder do Executivo, olhando para os novos
investimentos previstos na área tecnológica, alguns inclusivamente apoiadas
pelo Banco de Fomento.
Da visita à China do secretário regional de Economia, José
Manuel Rodrigues, vieram boas notícias, na avaliação de Miguel Albuquerque. O presidente
do Governo destacou a possibilidade de através do Centro Internacional de
Negócios da Madeira uma das maiores farmacêuticas do mundo se fixar na Região, de
trazer empresas de robótica e inteligência artificial para criar a partir da
Madeira e de por outro lado aumentar a exportação de Vinho Madeira para este
país, onde o consumo está a crescer.
Sobre a farmacêutica, diz que a empresa em questão poderá operar
qui para a sua exportação e entrada na Europa. Miguel Albuquerque anunciou que
os contactos estão estabelecidos. “Vamos
aperfeiçoar esses contactos”.
Neste momento não há nada fechado. “Nós temos que convencer
os investidores e as administrações dessas empresas a virem para cá”, admitiu. As
empresas, lembrou, “não funcionam em função de sentimentos, funcionam em função
daquilo que lhes dá competitividade e lhes traz vantagem, porque eles depois
têm de apresentar contas aos acionistas. Portanto, se nós tivermos impostos
mais baixos, menos burocracia e a possibilidade de fixar aqui, com vantagens e
valor acrescentado, nós ganhamos”.
Sobre a questão do custo para exportar a partir da Madeira,
o Presidente disse que há os apoios para o transporte e que em escala diminui o
custo da operação. Há ainda a contar com os impostos baixos que compensam os
sobrecustos nessa área, apontou, à margem da inauguração da loja Sabores de
Portugal, no centro do Funchal.

