Os aeroportos da Região Autónoma da Madeira movimentaram 541,5 mil passageiros em Maio de 2026, transportados em 3.582 voos comerciais, o que representa um crescimento de 5,5% no número de passageiros e de 3,4% no movimento de aeronaves face ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados da ANA — Aeroportos de Portugal divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).

O aeroporto da Madeira foi o principal motor deste crescimento, com 520,1 mil passageiros (+5,8%) e 3.340 movimentos de aeronaves (+3,5%). No Porto Santo, o comportamento foi divergente, pois apesar de o número de voos ter aumentado em 2,1%, para 242 movimentos, o número de passageiros recuou 1,5%, para 21,4 mil.

A taxa de ocupação média das aeronaves situou-se nos 86,8% no conjunto dos dois aeroportos, sendo 87,1% na Madeira e 81,2% no Porto Santo, valores superiores aos registados em Maio de 2025 (85,7%, 86,0% e 79,2%, respectivamente). Cada aeronave transportou em média 156 passageiros no aeroporto da Madeira (152 no ano anterior) e 88 no Porto Santo (92 em 2025).

No que diz respeito ao tipo de tráfego, o internacional e o doméstico cresceram ambos 5,5% em termos homólogos, com 305,9 mil e 235,6 mil passageiros, respectivamente. No aeroporto da Madeira, o tráfego internacional representou 57,7% do total, enquanto no Porto Santo predominou o tráfego doméstico, com 73,6%, uma proporção menos acentuada do que no mesmo período de 2025, quando atingia 86,8%. Os voos regulares dominaram a operação, representando 94,9% dos movimentos e 97,2% dos passageiros, frisa a DREM.

No acumulado de Janeiro a Maio de 2026, os aeroportos da RAM registaram 2.240,3 mil (mais de 2,2 milhões) passageiros embarcados e desembarcados, com o número total de passageiros a crescer 3,9% e o de aeronaves 2,6% face ao período homólogo.

Do total de passageiros, 57,6% correspondem a tráfego internacional e 42,4% a tráfego doméstico e de ligações interiores. O Reino Unido foi o principal mercado emissor e receptor, com 27,1% dos voos internacionais, seguido da Alemanha (20,8%), da Polónia (10,5%), da França (8,4%) e dos Países Baixos (6,2%).

Foto DREM
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